Atrasei a parcela do consórcio, e agora?

Saiba o que fazer se atrasar o pagamento do consórcio

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Dúvidas sobre Consórcio Publicado em 14/02/2019

Os planos de consórcios são conhecidos por serem uma alternativa mais econômica e atrativa para quem deseja adquirir um bem ou serviço. Mesmo sendo uma compra programada e mais em conta do que um financiamento bancário é possível encontrar casos de inadimplência. Se este é o seu caso ou se você está pensando em contratar um plano de consórcio e quer tirar essa dúvida, saiba o que acontece quando se atrasa uma parcela do consórcio.

O que acontece se eu atrasar a parcela do consórcio?

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Existem algumas consequências para a falta de pagamento das prestações do consórcio. Por isso é tão fundamental que o consorciado tenha uma bom planejamento financeiro pessoal antes de assinar o contrato.

Segundo as informações da ABAC – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio, quem não está em dia com as parcelas do consórcio não tem o direito de votar nas Assembleias Gerais Extraordinárias (a assembleia extraordinária é para quando existe algum assunto que precisa ser discutido com todos, por exemplo, quando um bem é descontinuado, sai de linha, entre outros).

De acordo com as regras da ABAC, o inadimplente pode ter que arcar com juros por atraso de até 1% ao mês e multa de 2% sobre as prestações atrasadas. O valor base para a cobrança das taxas é calculado a partir do preço atualizado do bem ou serviço contratado no plano.

Mas a cobrança ou não dessa multa vai depender de cada administradora. Muitas preferem abrir mão da cobrança, para estimular o consorciado a não desistir e mantê-lo no grupo.

Dependendo do que está previsto no contrato assinado, o consorciado com parcelas atrasadas e que ainda não foi contemplado pode ficar fora dos próximos sorteios e lances, e até mesmo ser retirado do grupo. Nesses casos, o desistente entra em outro grupo, o grupo dos “excluídos”, que também conta com as assembleias e contemplação mensal. A diferença é que quando contemplado, o inadimplente não irá retirar o crédito que havia escolhido, e sim, receberá de volta o montante que já pagou com a taxa de administração já descontada.

Agora, se o participante já foi contemplado, mas ainda não usou a sua carta de crédito, ele pode ter a contemplação cancelada. Caso o inadimplente já esteja em posse de seu bem e o atraso for superior a 30 dias, a administradora do consórcio pode executar algumas garantias previstas no contrato, como cobrança de multa e juros. Na prática, o contemplado vê o seu débito com a administradora crescer e pode terminar sem o bem que comprou, caso ele tenha sido concedido como garantia.

O que fazer em caso de atraso?

A ABAC recomenda que os consorciados com parcelas atrasadas procurem pela sua administradora de consórcio e tentem realizar algum tipo de acordo. Vale ressaltar que a empresa não é obrigada a aceitar entrar em qualquer tipo de negociação.

Aqueles que ainda não foram contemplados e não têm mais como arcar com as próximas parcelas, podem tentar negociar um bem de menor valor com a administradora. Como o valor da prestação é diretamente ligado ao preço total do plano contratado, um bem de menor valor equivale a uma parcela mais baixa. Importante lembrar que essa mudança só pode acontecer se a cota ainda não tiver sido contemplada.

Se mesmo assim o inadimplente não puder mais fazer parte do consórcio, sempre há a possibilidade de transferir ou vender a cota para outra pessoa, ou mesmo pedir o cancelamento.

Diluição de mensalidade

Muitas administradoras, já acostumadas com casos de inadimplência, oferecem aos consorciados a possibilidade de diluir as prestações, sem cobrar multas ou qualquer outro valor por isso. Como dito anteriormente, é de interesse da administradora manter o cliente no grupo.

Na maioria dos casos, esta opção funciona da seguinte forma: o participante do consórcio não pode ultrapassar de 3 mensalidades vencidas. O valor das prestações atrasadas serão somadas e distribuídas nas demais parcelas do contrato.

A diluição das mensalidades só pode ser utilizada pelos consorciados que ainda não foram contemplados. Além disso, há uma limitação de quantas vezes ele pode ser solicitado. Boa parte das empresas só oferecem esta opção 3 vezes durante o contrato.

Lembrando que a possibilidade de diluição da parcela muda de administradora para administradora. Então, antes de contar com isso, o consorciado deve entrar em contato com a empresa e avaliar todas as opções.

Contratação de seguro

Apesar de um bom planejamento financeiro pessoal, situações extremas podem acontecer, como o consorciado perder o emprego e, portanto, sua fonte de renda. Pensando nestas questões, muitas administradoras oferecem aos participantes a possibilidade de contratação de um seguro.

São várias as opções de seguro para o consórcio, como quitação do contrato em caso de falecimento do consorciados e para a perda de renda. Neste último, o seguro paga as parcelas do contratante por alguns meses se este perder o emprego. Assim, o participante continua ativo no consórcio, podendo participar da assembleia e assim concorrer ao sorteio e ofertar lances.

Todo mundo está sujeito a mudanças na sua situação financeira, e consequentemente ao atraso da parcela do consórcio. A boa notícia é que na maioria dos casos, a inadimplência pode ser resolvida em uma negociação com a administradora. Quer mais dicas como a de hoje? Então não se esqueça de acompanhar as atualizações do blog A7 Consórcios.

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