Como planejar a aposentadoria

Programe o futuro e planeje a aposentadoria com sucesso!

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Planejar a aposentadoria tem sido cada vez mais uma preocupação recorrente da população de uma maneira geral. Seja pelo acesso facilitado a informações de educação financeira ou pelas incertezas e mudanças constantes nas leis, cada vez mais os brasileiros têm tido consciência sobre a importância de planejar o futuro e não depender exclusivamente do INSS. Mas, o que será que é preciso para planejar a aposentadoria com segurança? Saiba mais em nosso artigo de hoje.

Mitos sobre o planejamento da aposentadoria

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Muitas pessoas postergam o planejamento da aposentadoria por acreditarem ser algo complexo demais de se fazer ou mesmo distante da realidade atual. Afinal, um dia, quando chegar mais perto eu vejo isso, certo? O problema é que quanto mais o tempo passa, mais difícil e maior o esforço necessário para garantir uma aposentadoria tranquila. Sem contar que, há grandes chances do seu planejamento nunca se concretizar. É a mesma coisa que dizer “um dia eu começo a academia” e nunca iniciar de fato, até o momento que o médico dá um ultimato devido a algum problema de saúde. Mas a partir daí, o problema já ficou muito maior.

O fato é que algumas crenças limitantes muitas vezes ficam no caminho para a pessoa começar a planejar a aposentadoria. Debatemos algumas abaixo que foram apresentadas por Joshua Fields Millburn, co-autor do blog The Minimalists:

Estou muito velho para começar a planejar a aposentadoria

Muitas pessoas acreditam que já estão velhas demais para começarem a planejar a aposentadoria. Acreditam que, assim como o tempo passou, passou também a oportunidade que tinham para isso. Isso não é verdade. Enquanto que com certeza é melhor começar a planejar com 25 anos do que com 50, também é verdade que é melhor começar com 50 do que com 70, e assim por diante. A ciência evolui a passos largos, a qualidade de vida está cada vez melhor e, portanto, a expectativa de vida das pessoas aumenta a cada ano. Você provavelmente viverá mais que seus pais, assim como cada geração vive mais tempo que a geração anterior. Sendo assim, nunca é tarde demais para começar.

Assim como nunca é cedo demais também.

Sou muito novo para começar a me preocupar com a aposentadoria

Jamais! Se você tem menos de 30, então você está no momento perfeito para começar. Pessoas mais jovens têm chances significativas de conseguirem formar riqueza durante a vida, graças ao poder dos juros compostos e da construção e valorização de patrimônio.

Um excelente exemplo é o gráfico abaixo da Business Insider que mostra claramente a vantagem de começar mais cedo:

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O gráfico acima é uma simulação do crescimento da riqueza de dois personagens: Emily e Dave. Emily, representada pela linha azul, começou a guardar exatamente o mesmo valor que Dave (linha vermelha), só que 10 anos antes. Nesse cenário, ela contribuiu por volta de 33% mais que ele já que começou mais cedo, mas acaba com quase o dobro de riqueza que ele.

Moral da história? Quanto mais cedo você começar a plantar, mais irá colher no longo prazo.

Não ganho o suficiente para guardar para a aposentadoria

Uma coisa é certa: sempre é possível economizar em algo e guardar dinheiro. A única diferença é que o esforço e o foco vindo de você terá que ser maior, pois cada centavo conta.

Usar formas de poupança forçada também pode ser uma boa opção, principalmente para aqueles que sofrem com a disciplina de guardar todo mês e precisam de um incentivo a mais.

A inflação vai comer boa parte do meu investimento para a aposentadoria

Este é o único mito parcialmente verdadeiro. Mesmo sendo verdadeiro, é irrelevante. Porque embora seja verdade que R$ 1.000 daqui a 10 anos terão menos poder de compra que os 1.000 reais de hoje, o que realmente importa é que seus R$ 1.000 valerão infinitamente mais do que o ZERO investido pelo seu amigo.

Aplicar seu dinheiro em investimentos sólidos é a única maneira de superar a inflação. Muito melhor do que mantê-lo no banco (leia mais abaixo o item sobre a poupança) ou em baixo do seu colchão.

Prefiro gastar meu dinheiro com outras coisas

Todos nós preferimos, afinal, comprar dá prazer. Assim como preferimos dormir e lanchar um fast food do que comer coisas saudáveis e acordar mais cedo para nos exercitar. Nosso cérebro primitivo (estriado ventral), responsável pelos impulsos, está programado para correr atrás dos prazeres imediatos. Planejar para o longo o prazo e ter disciplina para seguir o plano é muito mais difícil do que a maioria das pessoas gostaria de admitir. Mas acredite, mais difícil ainda é lidar com as consequências se você não o fizer.

É importante fazer, não importa como. Uma alternativa, como dito em um dos itens anteriores, é usar formas de poupança forçada. Leia nosso outro artigo sobre Poupança Forçada e seu impacto para acúmulo da riqueza se você acredita que esse pode ser um bom caminho para você.

Planejar a aposentadoria é algo muito complexo e difícil de fazer

Planejar e definir uma meta para se aposentar na verdade é muito mais simples do que parece. Vamos mostrar como mais abaixo, continue lendo o texto para descobrir.

Diferença entre Riqueza e uma Vida Rica

 

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Ser rico e ter uma vida rica são coisas bem diferentes. Você com certeza já deve ter ouvido muitas vezes que dinheiro não é sinônimo de felicidade. É claro que ter dinheiro e construir patrimônio são sim coisas importantes para garantir liberdade e tranquilidade. Mas é muito importante ter sabedoria para valorizar aquilo que realmente importa também.

Essa é a mensagem incrível que Ryan Nicodemus e Joshua Fields Millburn tentam passar ao contarem suas histórias nesse vídeo do TEDx Talks. Vale muito a pena assitir:

Buscar tranquilidade financeira não é o fim, e sim o meio para você conseguir exercer o que realmente te faz feliz.

Os primeiros passos para planejar a aposentadoria

Por mais complicado que pareça programar a sua renda futura não é tão difícil assim. Como dito no item anterior, você não precisa ser um(a) super milionário(a) para ter uma aposentadoria feliz e tranquila se souber levar uma vida minimalista. Mas precisa sim ter renda suficiente para garantir conforto e segurança.

Para garantir o sucesso nesse projeto, é melhor começar com pequenos passos, como:

1. Organize sua vida financeira pessoal

Antes de pensar no futuro é necessário organizar o presente. Não adianta querer economizar e aplicar dinheiro na aposentadoria se você não tem como arcar com isso. Então comece botando em ordem o seu orçamento e suas finanças e analise a quantia que você pode separar mensalmente.

Além disso, antes de começar a pensar em aposentadoria, primeiro é necessário você formar o seu fundo de reserva. O fundo de reserva é o que você precisa ter disponível em caso de imprevistos, como perder o emprego, sofrer algum acidente, etc.

Para pessoas com carteira assinada, o ideal é guardar no mínimo 6 vezes o valor dos custos mensais. No caso de autônomos ou empresários, essa reserva precisa ser ainda maior, de no mínimo 12 vezes o total dos gastos familiares no mês.

 

2. Estime os gastos depois de aposentado

Já parou para pensar em como vai ser sua vida depois que parar de trabalhar? Qual é o padrão de vida que deseja seguir? Apesar de parecer complicado, é possível fazer uma estimativa simples para o futuro baseado em sua renda atual. Normalmente, um aposentado precisa de 70% do que ganha hoje em dia. Isso acontece porque os custos tendem a cair ao longo dos anos. Por exemplo, você não precisa mais gastar com educação e saúde dos filhos.

Mas uma coisa que você definitivamente não pode esquecer de considerar é a inflação. A inflação refere-se a um aumento contínuo e generalizado dos preços na economia. O que isso quer dizer na prática é que R$ 100,00 de hoje terão menos valor no futuro, ou seja, o que hoje custa cem reais provavelmente custará mais caro no futuro.

O seu dinheiro perde poder de compra. Tendo isso em vista, há basicamente duas formas de calcular o quanto você precisa acumular para aposentadoria: na primeira situação considera-se que o aposentado usará todo o capital acumulado. E no segundo caso é para quem quer manter o patrimônio intacto para os herdeiros, e viver apenas dos rendimentos que aquele patrimônio irá gerar.

Seja qual for o seu caso, o autor do livro “Tranquilidade Financeira – Como investir no seu futuro” e consultor financeiro Humberto Veiga, aconselha que o cálculo seja feito sob uma ótica bastante conservadora. Estudos indicam que no geral o investidor costuma ser otimista demais e perder o senso de realidade. Que além de traçar um período mais curto de aposentadoria do que deveria, também acredita que irá conseguir rendimentos superiores ao que conseguirá de verdade.

Sua sugestão é considerar um rendimento de 4% ao ano, isso já considerando o desconto da inflação.

Já para o cálculo da inflação, o ideal é considerar aproximadamente 5% ao ano. O cálculo da inflação é sobre juros compostos e pode-se facilmente chegar no valor utilizando essa calculadora on-line.

Veja o exemplo abaixo, em que queríamos descobrir qual será o impacto da inflação em uma renda mensal de R$ 5.000,00 daqui a 10 anos:

Calculadora de Aplicação de juros sobre um valor

1. Valor a ser atualizado = Renda que se pretende ter após se aposentar, no nosso exemplo R$ 5.000,00

2. Nos campos de data, coloque qualquer data em que a diferença entre os anos seja equivalente ao número de anos que falta para se aposentar.

Como no nosso exemplo faltariam 10 anos para a aposentadoria, as datas colocadas foram entre os anos de 2012 e 2022 (2022 – 2012 = 10).

3. Valor da taxa de juros = % da inflação a.a (lembre-se de mudar a opção para “ao ano”).

4. Para “Tipos de juros” mantenha a opção “compostos” selecionada e para “Cálculo dos juros nos períodos fracionados” marque a opção “não considerar”.

O resultado final do nosso exemplo foi R$7.756,64. Ou seja, 5 mil hoje equivalerá a quase 8 mil daqui a 10 anos.

 

3. Aplique o dinheiro com inteligência

Não adianta conseguir separar uma quantia relevante mensalmente se deixar ela parada em aplicações que rendem muito pouco. Tenha em mente que a aposentadoria é um investimento, e por isso você deve escolher uma opção que ofereça uma boa rentabilidade.

Os melhores investimentos para a aposentadoria são aqueles pensados para o longo prazo, podendo até ser exposto a algum risco. Se o seu perfil for mais conservador ou você não tem paciência para lidar com o mercado financeiro, uma boa alternativa pode ser recorrer a planos de previdência, consultorias especializadas ou focar em aplicações mais tradicionais e conhecidas como o mercado imobiliário como vamos comentar mais para frente. O importante é encontrar uma aplicação em que os ativos rendam mais do que a inflação, para que o seu dinheiro não perca o poder de compra.

A aposentadoria de acordo com a idade

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O planejamento da aposentadoria precisa começar enquanto você ainda está ativo no mercado de trabalho. Sendo que quanto mais cedo você começar a juntar, melhor. Lembra quando falamos que você deve considerar se aposentar com 70% da sua renda atual? Esse valor é o seu “número mágico”, ou seja, o montante que você precisa para viver confortavelmente no futuro.

Confira algumas dicas de como planejar e guardar dinheiro de acordo com os diferentes estágios da sua vida:

  1. Jovens adultos (21 a 35 anos)

Esse grupo pode não ter uma quantia para investir, mas tem tempo o suficiente para deixar a aplicação amadurecer e render. Muitas vezes, o investimento mais baixo em um período maior é mais vantajoso do que a situação contrária.

  1. Meia-idade (36 a 50 anos)

Normalmente, a meia-idade vem com algumas situações financeiras mais complicadas, como financiamentos, empréstimos estudantis e dívidas. Mesmo assim, é fundamental tentar poupar também nesse estágio de vida. Como essa época também é uma das em que as pessoas mais ganham dinheiro e ainda possuem tempo para investir, uma boa opção são aplicações mais agressivas.

  1. Um pouco mais tarde (50 a 65 anos)

Ao longo do envelhecimento, os investimentos devem se tornar mais conservadores. Nesse estágio é comum o grupo ter um salário mais elevado e dívidas quitadas, fazendo com que haja uma renda disponível maior para se investir.

Como simular a aposentadoria?

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Para quem quer começar a guardar para a aposentadoria existem várias fórmulas simples amplamente divulgadas e que são um bom ponto de partida.

Uma delas é a “regra do 1,3,6,9” que o planejador financeiro José Faria Junior divulgou em uma matéria para o Portal de Notícias UOL.

De acordo com o planejador financeiro, a fórmula abaixo dá um bom direcionamento para quem quer começar a economizar dinheiro para se aposentar:

Idade ao iniciar as aplicações:% da renda que deve economizar:
Entre 20 e 29 anosIdade menos 12
Entre 30 e 39 anosIdade menos 15
Entre 40 e 49 anosIdade menos 10
A partir dos 50 anosIdade

 

Ou seja, um jovem de 20 anos precisa guardar 8% (20 menos 12) de seu salário todo mês até se aposentar. Em caso de aumento de renda ao longo da vida, se deve começar a guardar 8% do novo salário, repetindo esse processo toda vez que tiver um aumento até os 65 anos.

Vamos supor que aos 20 anos você tenha uma renda de R$ 1 mil. Desta forma, seu investimento mensal para a aposentadoria deve ser de R$ 80. No ano seguinte, seu salário sobe para R$ 1.100 e você aumenta a parcela para R$ 88 (8% dos R$1.100), e assim sucessivamente.

Fonte: UOL Economia

Agora, se você gosta de cálculos e previsões mais exatas e quer saber exatamente o valor total que precisa acumular, confira esse outro método que o consultor financeiro Humberto Veiga sugere:

Para quem vai gastar todo o acumulado:

Passo 1: Defina exatamente o quanto você irá gastar por mês depois de aposentado (lembre-se aqui de fazer o cálculo da inflação como apresentado no item 2 “Estime os gastos depois de aposentado”)

Passo 2: Multiplique o valor por 12 para saber qual será o total por ano. Assim fica mais fácil de fazer os cálculos seguintes.

Passo 3: Multiplique o total anual pelo multiplicador abaixo de acordo com a expectativa de vida que você espera ter após aposentado:

Tabela Multiplicador

Confira um exemplo:

Vamos supor que você queira se aposentar daqui a 10 anos com um gasto mensal de R$ 3 mil. Usando a calculadora on-line para aplicar a inflação como foi mostrado anteriormente, sabemos que daqui 10 anos isso equivalerá na verdade a R$ 4.653,98.

Multiplicando esse valor por 12 para ter o custo anual, chegamos ao valor de R$ 55.847,76. Supondo que você se aposente com 65 anos e pretenda viver mais 30, o multiplicador correspondente que deverá ser utilizado é o 17,98371. Sendo assim, o valor final que deverá ser acumulado é de aproximadamente 1 milhão e 300 mil reais (R$ 55.847,76 x 17,98371).

Para quem quer deixar o acumulado intacto de herança e viver apenas dos rendimentos:

Já se você quer deixar o patrimônio intacto para os herdeiros e sobreviver com apenas os rendimentos do capital acumulado, os passos são outros e o acúmulo de capital terá que ser muito maior.

Passo 1: Repita o passo 1 e 2 do item anterior para encontrar o total anual

Passo 2: Multiplique por 25 (que corresponde a um juro de 4% ao ano)

Usando o mesmo exemplo do item anterior, a conta fica assim: R$ 4.653,98 x 12 x 25 = Quase 1 milhão e 400 mil reais aproximadamente.

Fonte: IG Economia

Cuidado com a Poupança

Uma opção conhecida por quem planeja a aposentadoria é a poupança. Fácil de controlar, aplicar e sacar o dinheiro, essa modalidade não é muito bem recomendada por não garantir proteção da renda contra a inflação ao longo dos anos. Como a sua remuneração é fixa, na hora de retirar o montante, você pode acabar por perder o valor de compra com ele.

Por isso é muito importante pesquisar e entender sobre outros tipos de investimentos, que irão tratar seu dinheiro com muito mais carinho.

Falando de Previdência Privada

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Não tem como falar sobre como planejar a aposentadoria sem citar a previdência privada. Nesse tipo de plano, o investidor contribui mensalmente para um fundo administrado pela instituição responsável. O valor das parcelas é definido a partir da sua renda atual, objetivo e necessidades.

No Brasil, a previdência social é controlada pelo Governo Federal e os benefícios são pagos pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Já a previdência privada pode ser dividida em duas opções:

Aberta: planos comercializados por bancos e seguradoras, como PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Em que qualquer pessoa pode adquirir;

Fechada: planos oferecidos por uma empresa ou entidade pública exclusivamente aos funcionários. São conhecidos também como fundos de pensão. Nessa modalidade, é comum que o empreendimento desconte o valor da parcela diretamente do salário do funcionário.

Para ajudar você a decidir se a previdência privada é a melhor escolha para o seu perfil, separamos algumas informações importantes, como as suas principais vantagens e desvantagens.

Pontos positivos da previdência privada:

  1. Vantagem Fiscal

Alguns planos da previdência privada trabalham com regime regressivo de tributação, ou seja, a alíquota diminui ao longo do tempo. Escolhendo essa proposta, você paga apenas 10% de Imposto de Renda se sacar o dinheiro depois de 10 anos. Quem faz a declaração completa ainda pode abater as contribuições.

  1. Conveniência

Com a previdência privada você não precisa se preocupar em perder o poder de compra ao longo dos anos. Isso porque a cada 12 meses, a parcela é atualizada pela inflação.

  1. Sucessão

Em caso de falecimento do titular da previdência, os valores investidos não entram no inventário. Ou seja, não há burocracia para fazer a transferência de herança e nem custos extras com advogados. Na adesão do plano previdenciário, você pode escolher os beneficiários para essa situação.

  1. Disciplina

Esse tipo de investimento é ótimo para quem precisa da disciplina de uma aplicação com regularidade mensal.

Pontos negativos da previdência privada:

  1. Taxas elevadas

As taxas de administração da previdência privada costumam ser bastante elevadas, especialmente quando o valor aplicado é baixo. Se a instituição financeira também cobrar índice de carregamento, o custo fica ainda mais alto.

  1. Rentabilidade

O rendimento líquido (descontados os impostos e taxas) da previdência privada normalmente é menor do que outros investimentos de renda fixa de baixo risco, como LCI (Letras de Crédito Imobiliário), LCA (Letras de Crédito do Agronegócio), CDBs (Certificado de Depósito Bancário) e Títulos de Tesouro.

  1. Não conta com a garantia do FGC

Essa aplicação financeira não é contemplada pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

Muitas pessoas que fazem investimento em renda fixa normalmente contam com o FGC, entidade que cobre aplicações de até R$ 250 mil por pessoa caso a instituição financeira quebre.  O VGBL é um tipo de fundo de investimento e, portanto, não conta com a garantia do FGC.

  1. Dificuldade de entendimento

A previdência privada é um produto extremamente complexo, e apesar de poder ser uma boa alternativa, é necessário ter alguém que realmente entenda das suas necessidades e consiga transmitir isso para um investimento em previdência.

Mesmo que você recorra da ajuda de um profissional ou de especialistas, é muito importante você buscar conhecimento e pesquisar muito antes de fechar um plano de previdência.

  1. Planos pouco atrativos

Segundo dados da Anbima, a associação de bancos e fundos de investimento, 94,5% do patrimônio aplicado em fundos de previdência é gerido pelas sete maiores instituições financeiro do país: Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa, Santander, HSBC e Safra.

No geral os planos de previdência oferecidos pelos grandes bancos são os que contêm as maiores taxas e os menores rendimentos. Como esses são os mais acessíveis ao grande público, infelizmente muitas pessoas devido à ignorância ou pouco conhecimento, acabam contratando planos de previdência ruins, comprometendo a qualidade de vida no futuro.

Como escolher o plano de previdência?

Como em qualquer aplicação financeira, escolher uma boa previdência privada exige cuidado e bastante pesquisa. Por isso, compare as opções de mais de uma instituição, simule valores, fique atento a taxas e questione tudo aquilo que estiver em dúvida.

  1. Cobrança de taxas

Embora muitos planos pareçam similares, existem alguns pontos que podem fazer diferença no montante final. A taxa de administração cobrada pelas empresas é um deles. Por exemplo, em uma proposta com rendimento bruto em 6% ao ano e cobrança de 3% de taxa, metade do valor fica nas mãos da instituição.

O ideal é buscar uma previdência em que a soma de todas as taxas cobradas (taxa de administração, taxa de carregamento e afins) não ultrapasse 3%. É claro que quanto menor o valor das taxas, melhor.

  1. Conheça o VGBL

No VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), a tributação do Imposto de Renda no resgate incide apenas sobre os rendimentos contratados no plano e não sobre o montante total. Essa opção é mais indicada para aqueles que fazem a declaração simples do Imposto de Renda.

  1. Conheça o PGBL

Diferente da versão anterior, o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) oferece benefício fiscal. As aplicações nesse modelo podem ser usadas para reduzir a base cálculo do Imposto de Renda em até 12% da renda tributável. Isso significa que você paga menos imposto ou aumenta a sua restituição. No entanto, este incide sobre o patrimônio total.

Essa opção é indicada para quem faz a declaração completa do imposto de renda. Pois você pode diminuir da sua renda tributável.

Vale ressaltar que a PGBL não garante uma isenção na contribuição, já que o cliente precisa pagar IR quando sacar o valor do plano previdenciário. A diferença é que isso pode ser pago apenas lá na frente.

Fonte: Economia UOL

  1. Tabela de imposto progressiva versus regressiva

Essa é outra decisão que precisa ser tomada na contratação de um plano de previdência e que afeta diretamente o resultado final. Entenda a diferença entre elas:

Tabela regressiva: mais indicada para investidores de longuíssimo prazo. Isso porque a cada dois anos a alíquota do imposto de renda cai 5%:

Até 2 anos – 35% de imposto

2 a 4 anos – 30% de imposto

4 e 6 anos – 25% de imposto

E assim por diante…

Em 10 anos chega-se a alíquota mínima de apenas 10% de imposto de renda. Muito vantajoso considerando que a maioria dos investimentos de renda fixa os quais índice imposto de renda a alíquota mínima é 15%.

Progressiva: alíquota vai estar diretamente ligada ao montante de lucro que teve na previdência. Ou seja, pouco indicada para investidores de pouco prazo, afinal, quanto mais tempo o dinheiro fica investido na previdência maior o lucro e, portanto, maior o imposto.

A alíquota irá seguir a mesma tabela do IR salarial. Podendo ser isento de imposto se o lucro for baixo e chegar até a máxima de 27,5% em lucros maiores.

  1. Rentabilidade

Outra coisa que muitas pessoas esquecem de considerar é a rentabilidade. Uma boa dica é sempre olhar para a rentabilidade em comparação com o CDI – buscar algo em torno de 100% do CDI pelo menos.

Novamente, segundo dados da Anbima, apenas 8% dos 926 fundos de previdência brasileiros renderam mais que o CDI em um período de 12 meses.

A solução é procurar outras seguradoras, principalmente fora dos grandes bancos, que ofereçam rentabilidades melhores.

Opções além do plano de previdência – que podem ser melhores

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A previdência privada é o caminho mais conhecido para planejar a aposentadoria e ter uma outra fonte de renda além do INSS. Contudo, essa não é a única opção disponível no mercado.

Assim como é dito por qualquer consultor financeiro o segredo, como sempre, é diversificar. Conheça agora outras modalidades de aplicações financeiras que apresentam riscos baixos e podem ser usadas para formação do patrimônio para sua aposentadoria:

  1. CDBs

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) funciona da seguinte forma: você empresta um determinado valor ao banco, que repassa para outros clientes, e no fim, devolve o investimento acrescido de juros. Essa modalidade permite que as instituições financeiras consigam viabilizar algumas funções que exigem dinheiro em caixa, como cheque especial, por exemplo.

A aplicação pode funcionar de duas formas: remuneração pré-fixada, em que você já sabe qual é o rendimento ao final do período. Também há a opção pós-fixada, em que a renda varia de acordo com o CDI (Certificado de Depósito Interbancário), taxa que acompanha o índice de juros da economia (Selic).

O CDB não cobra taxa de administração, contudo incide sobre os rendimentos o Imposto de Renda com tabela regressiva. Sendo assim, quanto maior for o período que o dinheiro permanecer investido, menor será a alíquota. Confira:

– 22,5% para aplicações com prazo de 180 dias;

– 20,0% para aplicações com prazo de 181 até 360 dias;

– 17,5% para aplicações com prazo de 361 até 720 dias;

– 15,0% para aplicações com prazo superior a 721 dias.

 

  1. LCIs e LCAs

Também são investimentos de renda fixa em que você empresta dinheiro para uma instituição financeira, recebe o mesmo de volta acrescido de juros e cujo o indexador é o CDI. A diferença do CBD é que aqui o banco irá utilizar o capital para um fim definido: LCI (Letra de Crédito Imobiliário) será usado como fonte de recursos para o setor imobiliário como financiamentos, enquanto que o LCA (Letra de Crédito Agrícola) é usado como fonte de recursos para o agronegócio.

Outra diferença do CDB é que tanto o LCI quanto o LCA são investimentos isentos de Imposto de Renda.

 

  1. Tesouro Direto

O tesouro direto é uma aplicação perfeita para quem pretende investir a longo prazo, porque os juros oferecidos aumentam conforme a data programada para o resgate. Nessa modalidade há diversas opções de títulos públicos, cada um com a sua forma de remuneração.

Os indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) são os melhores para investir na aposentadoria. Essas aplicações rendem uma taxa fixa, definida no momento em que o investidor compra o título mais a variação da inflação, medida pelo IPCA.

Exemplo:

IPCA + 4% = Inflação daquele período + 4 %. Se a inflação foi de 3%, por exemplo, você terá um retorno de 7% no total. No entanto, para garantir o retorno apresentado no dia da compra, é necessário respeitar o prazo de vencimento do título.

Sendo assim, um tesouro IPCA 2035, por exemplo, terá que ser resgatado no ano de 2035 para garantir a rentabilidade. Se o valor investido for resgatado antes, você está sujeito ao preço do título no momento da venda e, portanto, pode haver perdas.

Respeitando o prazo de vencimento a rentabilidade contratada é garantida. E é por esse motivo que é tão importante formar a reserva de emergência, para evitar ter que resgatar o dinheiro antes devido a algum imprevisto.

A principal vantagem dessa opção é que ela protege o seu dinheiro da inflação, ou seja, garante o poder de compra da renda.

As modalidades também sofrem tributação de Imposto de Renda quando o investidor resgata o montante. A porcentagem varia entre 22,5% para quem líquida em menos de um ano, e 15% para quem resgata acima de dois anos.

As outras taxas cobradas na aplicação do Tesouro Direto são: custódia do título, de 0,3% ao ano, e em alguns casos, taxa de administração de até 2% anual.

 

  1. Mercado imobiliário

Por último, outro investimento muito conhecido e popular é o investimento em imóveis. Além de poder garantir renda extra com a locação, a compra do imóvel ajuda na construção do patrimônio, podendo contar com a constante valorização do bem e a possibilidade de deixar como herança para os filhos.

Muitas pessoas optam pelo investimento no mercado imobiliário por ser mais estável que outros e também por não exigir conhecimento de mercado financeiro. É uma ótima opção para quem não tem tempo ou não quer ter que estudar sobre os diferentes tipos de investimentos financeiros.

As formas mais comuns de investimento no mercado imobiliário são:

– Construção e venda do imóvel: com esse investimento você pode comprar um terreno, construir um imóvel e o vender. Desta forma, você trabalha como uma construtora, porém precisando de menos capital e tendo mais lucratividade com a operação.

– Comprar para alugar: investir em imóveis é uma das formas mais seguras de aplicação financeira. Comprar uma propriedade e colocá-la para alugar é garantia da renda extra que você precisa para se aposentar com tranquilidade e segurança.

– Revenda do imóvel: há ainda a possibilidade de comprar o imóvel pronto e lucrar com a valorização do bem dali alguns anos. Principalmente se você souber escolher e percebe o potencial de crescimento de uma determinada região.

 

Consórcio como alavanca para investir no mercado imobiliário:

Pouca gente sabe, mas o consórcio pode ser uma excelente forma para começar a investir em imóveis e assim planejar a aposentadoria. Por ser uma modalidade com foco no médio ou longo prazo, o consórcio pode ser um meio para garantir um futuro mais tranquilo, principalmente para quem tem dificuldade em guardar dinheiro para o longo prazo.

Como no consórcio não tem cobrança de entrada e juros, as parcelas e o valor efetivo total são mais baixos que de um financiamento, garantindo economia na compra. E apesar de precisar aguardar a contemplação para se comprar o bem, o consórcio permite o planejamento da compra, afinal comprar um imóvel é um investimento alto e de longo prazo. Como a ideia é comprar para investir e não para morar, o consórcio funciona como uma poupança programada e forçada que não descaptaliza o investidor.

> Entenda melhor como funciona o consórcio nesse Guia Completo.

Para garantir uma aposentadoria mais tranquila e segura, é preciso começar a planejar agora. Quanto antes você começar a se programar e quanto mais você diversificar a sua carteira, maior será a segurança dos seus investimentos e maior será seu retorno. Essa é a melhor forma de garantir um futuro mais tranquilo e estável para você curtir a terceira idade sem preocupações.

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