Comprar imóvel: tudo o que você precisa saber para investir certo

Adquirir um imóvel é investir no aumento do patrimônio líquido. Veja tudo o que você precisa saber para fazer um bom negócio!

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Compra de imóvel Publicado em 10/04/2018

Muita gente tem o sonho de adquirir a casa própria. Como este é um investimento bastante alto, é preciso ter atenção em todas as etapas. Pensando nisso, criamos um guia resumindo todos os pontos importantes que precisam ser considerados para comprar um imóvel com segurança.

Leia, favorite para ver mais tarde ou vá direto ao tópico de interesse:

  • Formas de levantar capital para comprar um imóvel e quais as vantagens e desvantagens de cada uma
  • Por que investir na compra de um imóvel?
  • Como escolher um imóvel para comprar?
  • Fatores que valorizam o imóvel
  • Cuidados na hora da compra: orçamento, vistoria e documentação
  • Contrato de compra e venda
  • Regras e legislação do processo de compra
  • Uso e regras do FGTS
  • Retomando os principais pontos
  • Como investir em imóveis

 

Como levantar capital para comprar um imóvel?

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A partir do momento que você toma a decisão de comprar um imóvel, seja ele residencial, comercial ou para investimento, o primeiro passo a se dar é escolher a forma que vai usar para fazer esta aquisição. Confira as vantagens e desvantagens das principais modalidades:

1. Financiamento bancário

Esta é a opção mais conhecida de quem deseja comprar um imóvel. Com ela, o cliente pode pagar pelo imóvel em diversas parcelas, que podem se estender por diversos anos. Por meio de uma análise criteriosa de seu perfil e renda, o banco libera uma opção de financiamento com diversas condições. Entre elas, estão: valor de entrada, taxas de juros, prazo mínimo e máximo para pagamento, limite de crédito e custos adicionais.

Principais vantagens: aquisição imediata após aprovação do crédito, ou seja, assim que é aprovado o dinheiro é liberado e você já pode comprar o imóvel.

Principais desvantagens: com certeza, a desvantagem mais conhecida desta modalidade é a alta taxa de juros. O CET (Custo Efetivo Total) nada mais é do que o quanto você efetivamente vai pagar no financiamento imobiliário. Ele leva em conta todos os encargos que estão embutidos nas prestações, como IOF, taxa de inscrição, comissão, seguro, porcentagem de juros e qualquer outro valor que o banco coloque como parte da operação de crédito. Isso faz com que o preço final pago no geral seja de 3 a 4 vezes o valor contratado para adquirir o imóvel. Além desse contra, há a cobrança de valor de entrada e muita burocracia, o que acaba dificultando a liberação do crédito.

 

2. Consórcio

A carta de crédito do consórcio pode ser usada para comprar imóveis novos, na planta ou usados, sejam eles comerciais, residenciais ou rurais. Importante dizer que a carta também pode ser usada para quitar o saldo devedor de um financiamento imobiliário. Contudo, para isso acontecer o valor da carta precisa ser igual ou maior do que o que falta para pagar o financiamento. Se a carta for menor do que a dívida, não há possibilidade de quitação.

Nesta modalidade, um grupo de pessoas com um interesse comum (adquirir um bem) se reúnem para juntar fundos necessários para que cada um dos membros possa comprar aquilo que deseja. Mensalmente, acontece uma assembleia que irá selecionar os contemplados (quem do grupo terá direito de usar o crédito) por meio de sorteio ou lance.

Principais vantagens: nesta opção, o CET é muito menor do que o de um financiamento imobiliário, já que não há cobrança de taxa de juros. Ao invés disso, o valor recolhido é da taxa de administração, que é uma porcentagem cobrada pela administradora para gerenciar o grupo e todas as etapas do consórcio. Também não há necessidade de pagar uma quantia de entrada, as parcelas são mais baixas e não há burocracia para aderir a um plano de consórcio – somente no momento da contemplação é realizada a análise de crédito (que normalmente exige comprovação de renda de pelo menos 3 vezes o valor da parcela).

Você pode optar ainda por não retirar o crédito na hora. Além de não perder a contemplação (uma vez contemplado você tira o crédito a hora que quiser desde que esteja dentro das regras do consórcio), o dinheiro fica lá aplicado e você pode resgatar depois o valor ajustado: valor da carta + rendimentos.

Principais desvantagens: esperar a contemplação para adquirir o bem, principalmente se você não tiver a intenção de ofertar lance e for depender exclusivamente da sorte. Além disso, como falado no item anterior, no consórcio também há uma análise de crédito no momento da contemplação. A diferença é que esta no geral é bem menos rígida do que a que é feita no financiamento, e você também não perde o direito à carta por causa disso. Se negada, basta regularizar a situação e solicitar novamente a retirada do crédito.

 

3. Financiamento com a construtora

Outra opção para comprar o imóvel é o chamado “financiamento direto com a construtora”. Essa modalidade é comum no caso de empreendimentos de condomínios horizontais ou verticais. O empréstimo é bastante parecido com o financiamento imobiliário, só que ao invés de fazer o contrato com uma instituição bancária, você assina direto com a construtora. Além disso, há algumas outras pequenas mudanças que são as suas vantagens e desvantagens:

Principais vantagens: menor burocracia na aprovação do contrato, já que a construtora tem mais interesse pela aprovação. Além disso, há mais agilidade, as taxas de juros são menores e o preço de venda do imóvel é menor também. Mas atenção: tudo isso se a previsão do pagamento total for ANTES da entrega do imóvel. Caso contrário, a história muda um pouco de figura:

Principais desvantagens: Uma das coisas que poucas pessoas sabem com relação a compra de imóveis na planta é que o valor do financiamento antes da entrega é um, e depois do imóvel pronto é outro.  Muitas acabam fazendo o financiamento de parte do imóvel atraídas pelas parcelas reduzidas. No entanto, quando o imóvel fica pronto, a construtora cobra o restante do pagamento à vista para fazer a entrega das chaves. Como muitas pessoas não possuem o valor para cobrir o que falta, elas acabam precisando fazer o financiamento do restante com o banco. E daí incide as mesmas altas taxas de juros que já foram citadas anteriormente, aumentando o valor das parcelas e do Custo Efetivo Total.

Se ao invés disso, o pagamento para a construtora for de 100% do valor do imóvel antes da entrega das chaves, mesmo os juros sendo menores, como o prazo de pagamento é pequeno, as parcelas têm valores mais elevados, o que pode comprometer a renda familiar.

Portanto, tome muito cuidado com as ofertas e propagandas feitas pelas construtoras. Verifique exatamente o quanto do imóvel está sendo financiado naquela “super oferta” e considere o quanto você vai pagar antes e depois da entrega do imóvel.

 

4. Comprar imóvel à vista

Apesar de ser uma modalidade um pouco menos praticada, não podíamos deixar ela de fora da nossa lista. Podendo contar com o auxílio de um corretor de imóveis ou não, a aquisição de uma propriedade à vista pode ser tanto positiva quanto negativa no aspecto financeiro.

Principais vantagens: com o dinheiro em mãos fica muito mais fácil barganhar e conquistar alguns descontos na hora da negociação. Outro fator positivo neste modelo é o não pagamento de taxas ou juros, ou seja, você não precisa se preocupar em pagar as prestações de um financiamento ou consórcio.  Afinal, o dinheiro é seu e não está sendo tirado de algum outro lugar.

Principais desvantagens: o grande contra desta opção é a alta descapitalização, em especial se você está usando todas as suas economias. Não adianta adquirir um imóvel à vista se não vai sobrar dinheiro para cuidar das documentações de compra e venda, fazer uma reforma ou mesmo acabar com as suas reservas para o caso de uma emergência.

Outra desvantagem da descapitalização é o “custo de oportunidade”, ou seja, o dinheiro que você “perde” (deixa de ganhar) se aplicasse esse mesmo valor em algum investimento com bons rendimentos.

 

Por que investir na compra de um imóvel?

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Muitas pessoas ainda têm dúvidas se é melhor comprar um imóvel ou permanecer como inquilino.

Nesse post, nós já exploramos as vantagens e desvantagens de cada um e também o que seria melhor do ponto de vista financeiro.

Se você já decidiu que para você e seus objetivos faz sentido comprar um imóvel, confira alguns outros motivos pelos quais é interessante investir na aquisição de uma propriedade:

  1. Você pode montar a casa dos sonhos

Diferentemente de um imóvel alugado, em que é necessário autorização do proprietário para qualquer mudança (nem que seja um furo na parede), quando a casa é sua, você pode fazer o que bem entender. Móveis feitos sob medida, ampliação de quartos e troca de portas são só alguns exemplos do que pode ser feito quando o imóvel é comprado.

Além disso, se houver qualquer problema na propriedade, você pode resolvê-lo imediatamente. No caso de aluguel, o locatário precisa encontrar mais de um fornecedor para fazer o orçamento, apresentar os valores ao proprietário e só quando ele autorizar, acabar com o incômodo.

  1. Segurança e aumento de patrimônio

Todo mundo depende de um teto para viver confortavelmente, não é mesmo? Isso significa que mesmo nas piores crises econômicas, você tem a segurança de um teto para morar ou mesmo um bem que pode vender para se sustentar.

Além disso, mesmo com as oscilações, o mercado imobiliário está sempre ativo. Se você souber aproveitar os momentos de maior oferta e preços reduzidos para comprar, versus contexto de crescimento e valorização de uma área para vender, pode obter bons lucros investindo neste mercado.

Além de ser um investimento seguro, a compra do imóvel também aumenta o seu patrimônio líquido (soma de todos os bens que possui). No momento em que você precisar, seja por necessidade ou para uma aplicação financeira, é possível liquidar algumas dessas posses e convertê-las em capital.

>> Acesse o nosso blog para saber como aumentar o seu patrimônio líquido.

  1. Renda extra

Muitas pessoas optam por comprar um imóvel e ter uma renda extra colocando-o para alugar. No meio da crise econômica, é comum questionar se a locação de imóvel como investimento ainda vale a pena. Como citado acima, o mercado imobiliário é um organismo constantemente ativo, o que significa que sempre há alguém procurando um imóvel para alugar, então pode ser sim um bom meio para garantir e complementar a renda. Em geral, o que muda durante o período de desequilíbrio na economia são os termos do contrato entre proprietário e locatário, como valor do aluguel e a necessidade do fiador.

COMO ESCOLHER UM UM IMÓVEL PARA COMPRAR?

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Além da questão financeira, existem muitos outros fatores que determinam se o imóvel é ideal para você e sua família. Localização, tamanho da propriedade, segurança do bairro e facilidade de revenda são só alguns exemplos.

 

  1. Defina as características necessárias

Já parou para pensar no que não pode faltar em seu imóvel? Não importa se a aquisição da propriedade for para fins residenciais ou comerciais, é importante que você liste todas as características. Com elas anotadas, procure por opções que mais se encaixam no perfil. Também é interessante pensar em um cenário para o futuro. Será que o seu imóvel comercial ou residencial vai ser ideal para os seus objetivos? Além disso, se um dia você decidir trocá-lo ou precisar levantar capital, será de fácil revenda?

 

  1. Conheça a vizinhança antes de se mudar

Antes de assinar o contrato, conheça a vizinhança do local que pretende morar. Já imaginou você com um bebê rodeado de vizinhos que gostam de fazer festas? Ou então você adorar reunir os amigos em casa até de madrugada e a sua vizinhança é composta por pessoas de idade? Portanto, pode parecer uma atitude boba, mas visite o local quantas vezes for necessário até ter uma ideia de quem mora na região.

Para os imóveis comerciais esta dica também é fundamental. Imagina o seguinte cenário: você está procurando uma propriedade para abrir um restaurante que só vai funcionar durante o almoço. Sendo assim, os bairros residenciais não são uma boa pedida, a melhor opção é escolher por centros comerciais.

 

  1. Conheça o bairro

Verifique se na área há estabelecimentos que você e sua família costumam usar com frequência, como padaria, farmácia e supermercado. Imagina ter que tirar o carro da garagem ou pegar um ônibus toda vez que precisar comprar alguma coisa? Se tiver filhos, é interessante conferir também se há creches e escolas por perto.

O mesmo vale se você está querendo investir, já que essas mesmas questões serão avaliadas pelo futuro comprador ou locatário. Por isso é importante definir muito bem qual o público que você quer atingir: assim fica muito mais fácil definir o que é essencial ter no bairro e o que é secundário (um estudante não estará preocupado se há creches ou não no local, por exemplo).

 

  1. Garagem e áreas de lazer

Se o imóvel que você deseja for um apartamento ou uma sala comercial, não se esqueça de conferir como é a vaga na garagem. Ela é rotativa? Coberta? Compartilhada? Estes fatores podem ser decisivos na hora de bater o martelo. Outro fator a ser levado em conta no caso de condomínios é a área de lazer. Ela atende às suas expectativas ou as do seu público? É segura?

Mesmo que você não esteja interessado em investir no mercado imobiliário ou essas não sejam coisas importantes para você (“Sou moderno: vou ao trabalho de bicicleta e não pretendo ter filhos”), não ignore esses itens. Lembre-se que você está investimento no aumento do patrimônio, e a preocupação com a facilidade de revenda (de transformar esse patrimônio em capital) deve ser uma constante.

 

  1. Verifique a iluminação

Uma boa iluminação é essencial para qualquer imóvel. Uma boa exposição dos raios solares em casa evita o aparecimento de fungos e ácaros, afasta a umidade do local e previne o descascamento das paredes, deixa a casa quentinha e contribui para a secagem das roupas. Tudo isso significa menores gastos com manutenção e reparos ao longo do tempo. Além de, é claro, ser um importante fator de valorização do imóvel.

Se for prédio, verifique como é a iluminação no apartamento durante o dia, qual a orientação do imóvel (face norte, face sul), qual o andar, etc.

 

Fatores que valorizam o imóvel

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Além de uma boa iluminação, existem outros fatores que influenciam na valorização do imóvel. Confira o que observar para comprar certo e fazer um ótimo investimento:

  1. Localização

Propriedades que estão localizadas próximas de locais com movimento são mais valorizadas do que as muito afastadas. Com o trânsito cada vez pior, as pessoas estão buscando por imóveis que fiquem perto de espaços de lazer, conveniências e serviços, como hospitais e escolas.

 

  1. Segurança

Um dos principais problemas dos centros urbanos é a violência. As propriedades que possuem um bom sistema de segurança ou então estão localizadas em uma região com baixo índice de assaltos e furtos são mais valorizadas do que aquelas que não fornecem um ambiente tão seguro.

 

  1. Áreas de lazer

Condomínios que possuem um boa estrutura são mais procurados pelos possíveis proprietários. Portão eletrônico na garagem, portaria 24 horas, academia, piscinas e churrasqueiras são só alguns dos itens que valorizam os apartamentos presentes no prédio.

 

  1. Possibilidade de reformas

É difícil encontrar um imóvel que seja exatamente do jeito que você pensou, seja ele para investir, morar ou abrir o seu negócio. Por isso, muitas pessoas, ao adquirir este bem, já pensam nas reformas que pretendem fazer no futuro. Apartamentos e casas que oferecem a possibilidade de se realizar obras para reestruturação ou expansão são mais valorizadas.

Se você está comprando um imóvel como investimento, tome cuidado na hora de realizar a obra. Alterações feitas de acordo com o seu gosto pessoal podem ser bem diferentes daquilo que o mercado procura. Uma boa solução para não errar e gastar dinheiro à toa, é contar com as orientações de um bom corretor de imóveis (que já possui um bom conhecimento do mercado) e as ideias de um arquiteto de confiança.

 

Cuidados na hora de comprar o imóvel

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Comprar imóvel é um investimento bastante alto e por isso é preciso tomar muito cuidado para fazer a escolha certa e não se arrepender futuramente. A experiência de um bom corretor pode ser uma boa ideia, especialmente na hora de assinar o contrato e entender a lista de documentação exigida.

Antes de assinar o contrato, o comprador precisa estar bastante atento a uma série de fatores, desde a análise de documentos do imóvel e do vendedor até uma minuciosa vistoria no imóvel.

 

  1. Orçamento

É fundamental que você tenha um bom planejamento financeiro familiar antes de adquirir uma propriedade, seja ela usada, nova ou na planta. Então, coloque na ponta do lápis todas as suas receitas e custos atuais e descubra o quanto pode gastar com o valor das prestações, condomínio, reformas e por aí vai.

Lembrando que bairros nobres, infraestrutura, localização, tipo de construção, acabamento, iluminação e andar (no caso dos apartamentos) são fatores que valorizam o preço final.

 

  1. Vistoria

Os imóveis usados são mais suscetíveis a apresentarem problemas do que os novos ou na planta. Para que você não corra esse risco, separamos algumas dicas de como analisar e encontrar defeitos. Vale ressaltar que boa parte delas também vale para os outros tipos de propriedade. Confira:

– Vaso sanitário e torneiras: dê descargas e deixe as torneiras abertas por um tempo para a água correr. Com esta atitude você consegue verificar se há algum entupimento no imóvel. Preste atenção também na cor da água, se ela apresentar uma coloração de ferrugem é um aviso de que a tubulação é antiga e pode precisar de reforma.

– Parede: analise se as paredes “suam” durante o dia. Se isso acontecer, provavelmente o imóvel tem uma umidade acima do normal ou bate pouco sol.

– Eletricidade: teste todas as luzes em horário de pico (19h às 21h). Caso a intensidade delas diminua, a rede elétrica pode estar precisando de uma substituição.

– Pisos e azulejos: fique atento para a presença de ondulações e estufamento nos pisos e azulejos. Se isso acontecer, há a necessidade de trocar as peças.

– Telhado: especialmente em casas antigas, confira se há telhas quebradas ou soltas. Também é fundamental verificar se existe cupins se houver alguma parte em madeira.

 

  1. Documentação

É preciso estar bastante atento a todas as documentações exigidas para assinar o contrato. São elas que vão garantir que o vendedor é realmente o dono do imóvel, se há alguma dívida na propriedade e muito mais:

Documentos do vendedor:

  • RG e CPF;
  • Se houver, certidão de casamento ou união estável com regime de bens;
  • Certidão negativa de protestos (obtidas em cartórios);
  • Certidão negativa de ações cíveis e criminais (obtidas no site da Justiça Federal);
  • Certidão negativa de execuções fiscais estadual e municipal (geralmente obtidas nos sites das respectivas secretarias de fazenda);
  • Certidão negativa de quitação de tributos federais (obtida no site da Receita Federal);
  • Certidão negativa de ações trabalhistas (obtida no site do Tribunal Superior do Trabalho);
  • Certidão negativa de interdição, tutela e curatela (obtida em cartórios de registro civil das pessoas naturais e de interdições e tutelas).

Documentos do comprador:

  • RG e CPF;
  • Certidão de nascimento atualizada;
  • Se houver, certidão de casamento ou união estável com regime de bens;
  • Comprovante de endereço;
  • Comprovante de renda.

Documentos do imóvel

  • Cópia autenticada da escritura definitiva em nome dos vendedores, registrada no Cartório de Registro de Imóveis;
  • Certidão negativa vintenária de ônus reais. Este documento traz todo o histórico do imóvel nos últimos 20 anos e especifica se existe alguma dívida;
  • Registro de ações reipersecutórias e alienações (para saber se o imóvel foi vendido informalmente a alguém). Emitido pelo Cartório de Registro de Imóveis;
  • Certidão negativa de impostos expedida pela prefeitura;
  • Cópia autenticada do IPTU do ano, acompanhada de parcelas pagas até a data do negócio;
  • Certidão negativa de débitos condominiais (em caso de apartamento).

Contrato de compra e venda

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Nos documentos de compra e venda algumas informações são fundamentais, entre elas:

– Dados dos compradores e vendedores, como nome completo, RG, CPF, título eleitoral, profissão e estado civil;

– Valor total do imóvel;

– Forma de pagamento;

– Valor de entrada, prazo das parcelas e taxas de juros envolvidas;

– Multas envolvidas em caso de rescisão de contrato, atraso na entrega do imóvel ou entrega do imóvel em condições diferentes daquelas conhecidas e negociadas.

– Comissão da imobiliária

– Caso o imóvel seja vendido com alguma mobília, os itens também devem constar do documento.

Regras e legislação na hora da compra

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Já era esperado que um contrato tão importante quanto a compra e venda de um imóvel fosse cheio de regras, não é mesmo? Conheça um pouco mais sobre os principais deveres dessa transação:

– O valor do imóvel, assim como as condições de pagamento, devem estar detalhadas no contrato de compra e venda.

– Só as assinaturas no contrato de compra e venda não transfere a propriedade do imóvel. Para que a transferência seja concretizada, o comprador precisa registrar o documento no Cartório de Registro de Imóveis.

– Se o valor do imóvel for maior do que 30 salários mínimos, o contrato de compra e venda deve ser celebrado por Escritura Pública.

– O vendedor não é obrigado a entregar o imóvel se não receber o pagamento.

– Um pai só pode vender um imóvel para o filho, se os outros filhos e companheira concordarem por escrito com a transação.

Uso do FGTS

Muitos brasileiros contam com o saldo de sua conta no FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para realizar o sonho da casa própria. Você pode utilizar o benefício de algumas formas para conquistar o imóvel:

– Como parte ou pagamento total na construção de um imóvel residencial;

– Para quitar totalmente a dívida ou então pagar uma parte do saldo devedor, desde que o contrato do financiamento tenha sido assinado no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação.

– Para diminuir em até 80% o valor das prestações, desde que o contrato do financiamento tenha sido assinado no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação.

– Para usar como lance, para quitar parcelas ou para complementar o valor do imóvel no caso de consórcio.

 

Regras para utilizar o FGTS na compra do imóvel

Para que o trabalhador possa utilizar o benefício e conquistar o sonho da casa própria, ele precisa seguir algumas regras:

– É preciso ter, no mínimo, 3 anos de carteira assinada. Este período não precisa ser contínuo e nem na mesma empresa.

– Não possuir um imóvel residencial em seu nome na mesma cidade em que pretende comprar o novo.

– Morar ou trabalhar no mesmo local em que você deseja adquirir a propriedade.

– Não ter um financiamento ativo no SFH (Sistema Financeiro de Habitação) em qualquer lugar do Brasil.

– O imóvel não pode ultrapassar o valor de R$ 950 mil nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal e de até R$ 800 mil para os outros estados.

– Se você pretende construir, o FGTS só pode ser liberado se for financiado diretamente com um agente financeiro ou uma construtora. Ele também pode ser comprado por meio de cooperativa ou consórcio para construção.

– Os imóveis adquiridos com o benefício só podem ser residenciais.

O que algumas pessoas não sabem, é que além das regras citadas acima, é possível usar o FGTS no consórcio de quatro maneiras. Confira:

 

Como usar o FGTS no consórcio?

Oferta de lance: o consorciado pode usar até 100% do saldo da sua conta do FGTS para ofertar um lance na assembleia. Para isso, ele precisa apresentar à administradora o extrato do benefício.

Completar o valor do imóvel: por exemplo, você possui um consórcio em que a carta de crédito vale R$ 100 mil, mas o imóvel que você deseja comprar custa R$ 130 mil. É possível sacar R$ 30 mil da sua conta do FGTS para complementar o crédito.

Amortização extraordinária ou liquidação de saldo devedor: é possível usar o valor do FGTS para pagar parte do saldo devedor ou então liquidar toda a dívida, desde que o consorciado já tenha sido contemplado e comprado o imóvel.

Retomando: principais pontos para não errar na compra

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Com todas as informações que você coletou até agora, fica mais fácil entender como se dá o passo a passo para comprar um imóvel:

  1. Defina os seus interesses

Como já mencionamos antes, é fundamental que você anote todas as características que você deseja no imóvel, seja ele residencial ou comercial.

O mesmo vale para quem procura uma propriedade como investimento. O quanto você pode gastar? Quanto pretende ter de retorno? Qual o melhor bairro e estilo de imóvel para esta modalidade? Ter todas as informações em mãos vai tornar o processo de procura muito mais simples, rápido e certeiro.

 

  1. Pesquise muito

A aquisição de uma propriedade é um investimento bastante alto, por isso pesquisar nunca é demais. Afinal, você vai querer encontrar o local que seja o mais adequado para o seu orçamento e objetivos.

Aproveite a facilidade da internet para procurar várias opções de imóveis que sejam adequados para aquilo que você deseja. Para deixar a busca ainda mais simples, é possível aplicar alguns filtros, como: bairro, faixa de preço, vagas na garagem e número de cômodos.

 

  1. Analise a propriedade

Depois de pesquisar os imóveis e escolher os seus preferidos, é o momento de visitar todas as opções. Aproveite esta visita para analisar de forma minuciosa toda a residência. Lembra daquelas dicas de vistoria que apresentamos em outro tópico? Este é um bom momento para utilizá-las. Também verifique como é a região em questão de segurança, vizinhança e infraestrutura.

 

  1. Confira a documentação

Já escolheu o imóvel dos sonhos? Então, chegou a hora da correria com as documentações. Não deixe de analisar documento por documento para ter certeza se o vendedor é realmente o dono da unidade, se há alguma dívida na propriedade e mais. Para esta etapa, o ideal seria contar com um advogado imobiliário ou um corretor de confiança. Estes são os profissionais mais preparados para tirar todas as suas dúvidas e lhe ajudar a entender se efetivamente você está fazendo um bom negócio.

 

  1. Considere as taxas extras

Muita gente comete um erro grave na hora de comprar um imóvel: não considera todas as taxas extras envolvidas na transação e acabam prejudicando o orçamento familiar. Então, tenha em mente que durante a aquisição de uma propriedade você precisa arcar com outros custos, como Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), gastos para retirar documentação no cartório, análise jurídica dos documentos e a taxa de corretagem.

Neste outro artigo, nós detalhamos todos os gastos com burocracia e impostos que se tem ao comprar um imóvel.

Como investir em imóveis?

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Já falamos ao longo do texto sobre a compra do imóvel como investimento e, se você quer realmente entrar de cabeça nesse assunto, pode conferir o post que fizemos especificamente falando sobre como investir em imóveis. Se ainda está em dúvida, fique atento às nossas outras dicas:

  1. Não é preciso ter muito dinheiro

É comum pensar que para investir em imóvel é para quem tem bastante dinheiro guardado ou acabou de ganhar na loteria. Porém, existem maneiras de começar esta aplicação sem muito dinheiro em caixa. Uma opção é formar um grupo de investidores com amigos ou família ou então apostar no consórcio (lembra que falamos dele em outro tópico?).

 

  1. Invistir em imóveis na planta

Comprar um imóvel antes mesmo da sua construção ser iniciada pode chegar a custar apenas 40% do valor do mesmo quando pronto. Para investir neste tipo de propriedade, é necessário ter bastante confiança na construtora. Então, procure por aquelas que já são conhecidas no mercado e tenham vários empreendimentos imobiliários concluídos.

Confira sobre as vantagens de comprar um imóvel na planta e dicas de como escolher um em nosso blog.

 

  1. Antes de comprar um imóvel, invista em conhecimento

Informação e conhecimento nunca são demais. Se mantenha sempre atualizado em relação ao que acontece no mercado imobiliário, assim como na situação econômica do país como um todo. Como na hora de fazer um investimento, você deve pensar apenas com a razão, quanto mais dados tiver, melhor vai ser a sua escolha.

Por exemplo, muitas pessoas ficam receosas em fazer investimentos durante uma crise econômica. Contudo, durante este período a compra de imóveis pode ficar muito mais vantajosa com redução nos preços e maior variedade disponível no mercado. Tudo vai depender dos seus objetivos (curto ou longo prazo), do seu conhecimento sobre o assunto e do capital que será investido.

 

  1. Não limite seu investimento

Tenha em mente que nem sempre as melhores opções de imóveis estão no seu bairro. Você pode até não gostar da região X, mas como a compra da propriedade é só um investimento visando o lucro, não se preocupe com o seu gosto pessoal.  Aposte naquele bem que tem maior chance de gerar um bom retorno para você.

Vamos supor que você prefira bairros familiares, com escolas, hospitais e parques na área. Apesar de ser indicado para o seu perfil, esta região não combina com um estudante que está procurando alugar um espaço que tenha facilidade de locomoção e seja perto da sua universidade.

Seja para realizar um sonho ou começar um investimento, a compra de um imóvel envolve diversos fatores.

Em nosso blog, você encontra outras informações sobre a compra de um imóvel e ainda fica por dentro das novidades sobre planejamento financeiro, investimentos e muito mais.

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