Poupança forçada e o acúmulo de riqueza

A falta de disciplina para guardar dinheiro tem solução! Confira como a poupança programada pode ajudá-lo a construir riqueza.

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São muitos os motivos que levam alguém a poupar. Pode ser o sonho de realizar uma viagem ao exterior, comprar a casa própria, pagar pela faculdade dos filhos ou muitos outros motivos. Porém, o ato de juntar dinheiro não é tão simples quanto parece. Quando a poupança não é obrigatória, é comum que a pessoa use o dinheiro que ia ser separado para comprar coisas supérfluas como roupas, acessórios, balada e acabam minando as possibilidades de conquistar as metas maiores, que exigem uma disciplina de longo prazo. Por essa razão, muitas pessoas buscam o apoio de ferramentas externas que as ajudem na difícil tarefa de poupar e controlar os gastos com maior eficiência.

Saiba mais sobre o que é a poupança forçada e qual é o seu impacto no acúmulo de riqueza.

O que é poupança forçada?

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A poupança forçada é quando você se obriga, de alguma forma, a depositar um determinado valor por um período de tempo. Apesar do nome “poupança”, ela não precisa ser feita pela tradicional caderneta. Até porque esta opção não é a mais indicada para aqueles que não têm disciplina financeira. Afinal, é você quem tem que ter a atitude de separar um valor, depositar na conta e não gastar.

Para quem não consegue guardar dinheiro por conta, existem diversas maneiras de realizar uma poupança forçada e conquistar o que deseja. Entre as modalidades mais conhecidas estão a previdência privada e o consórcio, por exemplo.

A dificuldade em poupar

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Não precisa se sentir mal por estar no grupo daqueles que têm dificuldade em poupar. Boa parte dos brasileiros – e de muitas pessoas ao redor do mundo – estão nesta situação também.

Isso porque uma área do nosso cérebro, o estriado ventral, ligado ao prazer imediato e à recompensa cerebral e, portanto, responsável pelos nossos impulsos, foi determinante para a sobrevivência da nossa espécie na pré-história.

O imediatismo era questão de sobrevivência para nossos ancestrais. Não havia espaço para esperar pela gratificação: o alimento poderia estragar, outro animal poderia comê-lo ou mesmo era loucura desperdiçar um tempo tão valioso que poderia ser usado para obter mais comida.

Ou seja, uma parte inteira do nosso cérebro é programada para buscar pelas recompensas de curto prazo.

E se engana quem acredita que esse mal não atinge as pessoas com renda mais alta. Para se ter uma ideia, segundo uma pesquisa do Indicador Mensal de Reserva Financeira, em cada 10 brasileiros que têm uma renda superior a cinco salários mínimos, apenas 3 conseguem encerrar o mês com sobras de dinheiro. Isso significa que mais da metade das pessoas que fazem parte das classes A e B não guardam nenhuma parte de seus rendimentos.

Em outro estudo, este feito pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) ficou determinado que 80% dos brasileiros não conseguiram poupar dinheiro no 1º mês de 2018. Dos poupadores, 34% pertencem às classes A e B, enquanto as C, D e E representam 12% do total. Além destes dados, o Banco Central ainda levantou que 69% das pessoas não pouparam nada no ano de 2017.

E como dito anteriormente, essa questão não é uma exclusividade dos brasileiros. O New York Times, por exemplo, publicou uma matéria com um estudo completo da Universidade de Harvard sobre o assunto.

Segundo a universidade norte americana, aqueles que compraram uma casa acumularam maior riqueza dos que não fizeram a aquisição. Christopher E. Herbert, diretor geral do Centro de Harvard, acredita que esta afirmação está ligada a incentivos comportamentais.

A matéria expõe que muitas pessoas conseguem poupar mais quando têm um compromisso real com o dinheiro. Em outras palavras, aqueles que usam algum tipo de poupança forçada possuem mais disciplina do que os tentam economizar por conta própria.

Como se forçar a guardar dinheiro?

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A poupança forçada consiste em escolher uma modalidade que obrigue você a guardar dinheiro. Entre as principais formas de se obrigar a poupar, podemos destacar:

  1. Aplicação automática na caderneta de poupança

Boa parte dos bancos oferece ao cliente um programa em que é debitado um valor automaticamente da conta corrente todo mês. Este valor pode ser usado tanto para aplicação na caderneta de poupança, como para outros investimentos bancários.

O principal problema desta modalidade é a sua facilidade para retirar o dinheiro. Nela, o cliente pode decidir quando quer resgatar o valor e gastá-lo como quiser. Para quem não tem controle financeiro e está sempre no vermelho, esta não é a opção mais segura.

Além disso, como já comentamos diversas vezes aqui no blog, deixar dinheiro na poupança é uma péssima ideia no longo prazo. Isso porque a rentabilidade da poupança é muito baixa e não acompanha a inflação. Há outros investimentos tão seguros quanto a poupança, com liquidez diária que oferecem retornos muito maiores.

Portanto, é válido usar a aplicação automática para segurar a tentação de gastar o dinheiro ganho. Mas é importante redirecionar o capital para outros investimentos melhores se a ideia é guardar para o médio e longo prazo.

  1. Previdência privada

Para aqueles que se preocupam com o futuro e querem garantir uma vida tranquila depois que parar de trabalhar, a previdência privada é uma modalidade bastante conhecida. Nela, o cliente pode depositar um valor mensalmente e até mesmo rendas extras, como décimo terceiro e herança.

Sua vantagem é a dificuldade em resgatar o montante poupado antes do fim do contrato. Assim, o poupador não utiliza o dinheiro que foi aplicado para gastos supérfluos. A previdência privada oferece diversas opções de duração, riscos e formas de resgatar o valor.

O maior risco aqui são os imprevistos. Acidentes, doenças na família ou mesmo algo que exija você de resgatar dinheiro antes do tempo. Por isso é muito importante ter uma boa reserva de emergência antes de começar a pensar em guardar para aposentadoria. Além disso, esse é um plano de longuíssimo prazo.

Então como tem pessoas que querem conquistar outras coisas antes de se aposentarem (como a casa própria), é importante planejar bem como vai distribuir o dinheiro entre os investimentos.

Por último, muitas previdências privadas oferecidas pelos bancos na verdade são um mau negócio. Por isso é muito importante pesquisar antes e entender muito bem sobre o assunto antes de contratar uma.

> Confira mais sobre a previdência em nosso texto sobre Como Planejar uma Aposentadoria de Sucesso.

  1. Títulos de capitalização

Apesar de não ser considerado um investimento por ter retorno financeiro muito baixo, os títulos de capitalização podem funcionar como uma poupança forçada. Nesta modalidade, os bancos realizam débitos automáticos em sua conta e os aplicam em investimentos rentáveis.

Quem decide retirar o valor do título antes do contrato acabar, acaba sendo penalizado pelo banco e perdendo parte do que foi investido. Sendo assim, o título de capitalização acaba por incentivar o proprietário a não retirar o dinheiro em qualquer situação.

  1. Consórcio

Apesar de o retorno do crédito no geral ser de médio ou longo prazo, o consórcio tem muito mais pontos positivos do que negativos para quem procura por uma poupança forçada.

Ele funciona da seguinte forma: o cliente procura por uma administradora, que apresenta os seus planos disponíveis. Então, o consumidor escolhe o tempo de contrato, valor das parcelas e objetivo da carta de crédito (aquisição de imóveis, automóveis ou serviços).

Depois que o plano for escolhido, o consorciado passa a fazer parte das assembleias mensais, em que se é decidido por sorteio ou lance quem é o contemplado do mês. O dinheiro pago mensalmente pelos participantes da assembleia é que permite que todos tenham a sua vez de retirar a carta de crédito no valor contratado.

>> Quer saber mais sobre esta modalidade? Confira o nosso guia completo com tudo o que você precisa saber.

Como o consórcio obriga o participante a pagar um valor mensal e não permite a retirada sem ser com a contemplação, ele é uma das melhores formas de poupança forçada. Além disso, a escolha do contrato (imóvel, automóvel ou serviços) direciona o seu objetivo financeiro, com um prazo menor do que a previdência privada, por exemplo.

Quando o consorciado escolhe o plano de serviços, por exemplo, ele pode realizar o sonho da festa de casamento, de uma cirurgia plástica ou até mesmo daquela viagem que sempre quis fazer. O consórcio imobiliário ou automobilístico oferece a chance dele aumentar o seu patrimônio e garantir uma renda extra, como adquirir uma propriedade e colocá-la para alugar. Ou seja, também pode ser usado como uma alavanca para o investimento no mercado imobiliário.

Poupar o seu dinheiro tem um impacto direto no acúmulo de riqueza, em especial para aqueles que usam o valor guardado para adquirir bens duráveis ou planejar sua aposentadoria.

Como sabemos que muitos brasileiros têm dificuldade em separar uma parte do dinheiro todo mês, apresentamos algumas opções de poupança forçada. Conte para a gente nos comentários qual delas você achou mais vantajosa e acompanhe o Blog da A7 Consórcios para ter mais dicas como as de hoje.

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