Taxa de administração consórcio: entenda!

Saiba mais sobre a taxa cobrada pelas operadoras do consórcio, entenda o que é e como interfere no seu bolso

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Dúvidas sobre Consórcio Publicado em 29/05/2018

A taxa de administração é um dos itens que compõem o preço da prestação do consórcio. Com o objetivo de gerenciar os grupos e todas as etapas do processo, o valor total da taxa de administração é dividido por todo o período de contrato. Confira como essa unidade entra no cálculo da parcela e para que ela serve.

O que a taxa de administração cobre?

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A taxa é cobrada para que a administradora consiga gerenciar todas as etapas do consórcio, desde a fase da formação de grupo até a entrega da carta contemplada.

Primeiro, a empresa precisa definir todas as regras que vão fazer parte do contrato do consórcio, como prazo, quantidade de participantes no grupo, valores das cartas de crédito e mais. Depois que todas as normas forem definidas, começa a oferta de adesão às pessoas interessadas.

Com as assinaturas nos contratos, os pagamentos se iniciam, assim como o trabalho de administrar os valores recebidos, organizar as assembleias, comunicar os consorciados, administrar os lances e contemplações e liberar a carta de crédito.

Tudo isso sem contar quando a administradora precisa lidar com problemas nos pagamentos como inadimplência, venda de cartas contempladas ou inclusão de um novo membro no grupo em andamento.

Como é feito o cálculo da taxa de administração?

A taxa de administração é calculada em cima de um percentual do valor total da carta de crédito. Esse índice é diluído em cada uma das parcelas e precisa estar descrito no contrato do consórcio.

Vamos supor que a administradora cobra uma taxa de 15%, com pagamento de 60 parcelas mensais. Se a sua carta de crédito for de R$ 60 mil, você paga R$ 150 de taxa todo mês – o equivale a 0,25% ao mês.

Existem outras taxas no consórcio?

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Além da taxa de administração, a empresa pode cobrar outros itens na prestação do consórcio. Normalmente, a parcela desse investimento é a soma de dois componentes: valor do crédito + taxas. Essas normalmente incluem taxa de administração, fundo de reserva e seguro.

1. Taxa de Administração

Forma de remuneração às administradoras pelos serviços prestados na gestão de todas as etapas do consórcio.

2. Fundo de Reserva

Taxa destinada para proteger e garantir o funcionamento do grupo em alguma situação adversa, como falta de pagamento de algum membro. A forma de cálculo desse fundo é bem parecido com o da administração: divisão da taxa total pela quantidade de meses contratada.

3. Seguro

Existem alguns tipos de seguros que podem ser cobrados no contrato do consórcio, como: para quebra de garantia (cobre possíveis inadimplências) de consorciados contemplados, seguro de vida (quita a dívida em caso de falecimento do consorciado) e seguro desemprego (pagamento de prestações caso o cotista perca a sua fonte de renda).

Taxa de Administração x Taxa de Juros

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Muitos se questionam se a taxa de administração pode ser equiparada a taxa de juros. Para acabar com todas as dúvidas de uma vez, confira como é calculada cada uma dessas variáveis.

1. Taxa de Juros

Esse encargo é calculado em cima do valor residual após o amortecimento (parte do capital que está sendo devolvido ao banco). A forma como essa parcela vai ser prevista depende do sistema de amortização adotado pela instituição financeira. Os principais são:

Price: nesta opção as prestações são fixas, os juros decrescentes e amortizações crescentes. Por esse sistema, as parcelas e o saldo devedor são corrigidos mensalmente pela TR (Taxa Referencial). Como a amortização inicial dos juros é menor, só a partir da metade do contrato o saldo devedor começa a ser reduzido.

SAC (Sistema de Amortização Constante): aqui as prestações e juros são decrescentes e as amortizações constantes. No Sistema SAC se caracteriza por diminuir um percentual fixo da dívida desde o começo do contrato. Isso significa que o valor das parcelas e do saldo devedor diminuem ao longo do tempo. Contudo, o preço das prestações no começo do financiamento são mais caros.

SACRE (Sistema de Amortização Crescente): esse sistema conta com parcelas e juros decrescentes, enquanto as amortizações são crescentes. Ou seja, o SACRE corrige o saldo devedor antes de debitar a prestação do mês, o que faz com que a amortização do valor financiado seja maior e a taxa de juros menor.

Mesmo com parcelas decrescentes, o custo efetivo total (CET) final é bastante alto. Isso porque ao se tratar de juros, aquele percentual cobrado vai incidir várias vezes em cima do valor emprestado durante o período contratado.

Por exemplo, se o sistema escolhido foi o SAC, em que a cobrança é feita sobre o saldo devedor, as parcelas serão:

Parcela = Juros + Amortização + Taxas

Há uma nova cobrança de juros em cada parcela. Mesmo que esse valor diminua com a quitação da dívida, você paga várias vezes pelo dinheiro emprestado. Isso faz com que a soma do valor final total pago chegue muitas vezes ao dobro (as vezes mais) do valor inicial contratado.

2. Taxa de Administração

Como já explicamos ao longo desse texto, a taxa de administração é calculada a partir de uma simples divisão entre as parcelas. Ou seja, o cálculo da cobrança é feito uma vez só (diferente dos juros) e dividido entre os meses do plano. Portanto, o impacto no valor é constante e nunca muda.

Tx de Administração = Taxa percentual sobre o valor total / número de meses do plano

A parcela, portanto, será a soma do fundo comum (que é o valor do crédito dividido pelo número de meses do grupo) mais as taxas:

Parcela = Fundo comum + taxas

Diferença do Custo Efetivo Total entre Financiamento e Consórcio

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Para saber qual é a melhor opção entre esses dois encargos, é necessário calcular o CET (Custo Efetivo Total) e simular qual seria o valor final se o bem fosse financiado ou adquirido por meio do consórcio. O CET é a soma de todas as taxas e despesas pagas pelo cliente durante uma transação financeira. Ou seja, é o valor final: aquilo que realmente foi cobrado do consumidor.

Vamos supor que você deseja comprar um imóvel de 500 mil reais (supondo que não fosse necessário um valor de entrada no caso do financiamento). Vamos comparar o impacto dos juros versus o da taxa de administração no valor total a ser pago. Tudo isso sem incluir as demais taxas que podem ser cobradas em ambos os casos:

  • Financiamento com Sistema SAC:

Juros Mensais – 0,67%

Valor Total Pago – R$ 803.175,00 (sem considerar o IOF)

Total de Juros – R$ 303.175,00

CET – 160,63%

 

  • Financiamento com Sistema Price:

Juros Mensais – 0,67%

Valor Total Pago – R$ 862.166,44 (sem considerar o IOF)

Total de juros – R$ 362.166,44

CET – 172,43%

 

  • Consórcio

Taxa de Administração – 26% (0,14% ao mês)

Valor Total Pago – R$ 630.000,00

Total de taxa de administração – R$ 130.000,00

CET – 126%

 

* O valor dos Juros e da Taxa foram consideradas a partir da média do mercado para crédito imobiliário

Resultado Final:

Tabela-juros-e-taxas-vertical

 

> Para fazer simulações do financiamento, baixe o aplicativo Simulador de Financiamento.

Além de não cobrar taxas de juros, o consórcio também oferece outras vantagens, como: zero burocracia, parcelas que cabem no seu bolso e sem necessidade de um valor de entrada. Você pode usar esse tipo de investimento programado para garantir o seu imóvel, automóvel ou algum serviço (viagens, cirurgias plásticas, festas de casamento e mais). Para saber mais sobre como funciona o consórcio, basta acessar o nosso blog e conferir as dicas que separamos para você.

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