Consórcio: guia completo com tudo o que você precisa saber

Entenda de uma vez por todas o que é e como funciona o Consórcio. Tire absolutamente TODAS as suas dúvidas com este guia completo

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Dúvidas sobre Consórcio Publicado em 03/04/2018

Ainda existem muitas dúvidas em relação ao consórcio. Como ele funciona, se vale a pena, quais são as taxas cobradas e muito mais. Pensando nisso, fizemos um guia completo sobre o assunto com todas as informações que você precisa saber e como você pode usar essa poderosa ferramenta para adquirir o bem ou serviço que sempre quis, sem gastar muito, e ainda como lucrar com isso! Aqui você vai aprender:

  • O que é o consórcio
  • Como surgiu
  • Glossário: entenda os principais termos
  • Como funciona um consórcio
  • Quais os benefícios
  • Principais Regras
  • Quais as taxas cobradas
  • Como é feito o cálculo da parcela
  • Consórcio imobiliário: qual a diferença entre Consórcio e Financiamento
  • Formas de Contemplação
  • Dúvidas Frequentes
  • Como Investir usando o Consórcio

 

O que é consórcio?

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O consórcio é uma modalidade de compra programada, funcionando como uma forma de poupança por meio de autofinanciamento. Nele, um grupo de pessoas se reúne com o interesse de adquirir um bem ou serviço, mas não tem a necessidade de ter a aquisição imediatamente.

Por essa modalidade, o consorciado pode optar por adquirir bens móveis (automóveis, caminhões, motocicletas, motor de popa e outros), imóveis (usado, novo, terreno, na planta e construção) ou serviços (casamento, viagens, plásticas e outros).

Como surgiu o consórcio?

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Já parou para pensar em como a história do consórcio começou e se tornou a modalidade que é hoje? Saiba mais com a linha do tempo abaixo:

1962 – Nos anos 60, a indústria automobilística já era uma realidade no território nacional. Percebendo a falta de oferta de crédito ao consumidor, funcionários do Banco do Brasil resolveram formar um grupo de amigos, com o objetivo de constituir um fundo suficiente para que todos adquirissem um automóvel.

1967 – O consórcio se constituiu como uma importante ferramenta para a indústria automobilística. Em 1967, a Willys Overland do Brasil já contava com uma carteira de clientes de 58 mil consorciados. Por muito tempo, o automóvel foi o único produto desta modalidade.

Anos 80 – Depois dos automóveis nos anos 60, o consórcio ampliou os seus produtos, adicionando também os caminhões. No final da década de 70 e início de 80, surgiram os primeiros grupos para eletroeletrônicos, motocicletas e aos chamados “veículos pesados”, como máquinas agrícolas.

1988 – Neste ano, o sistema de consórcios teve a sua importância econômica e social reconhecida na nova Constituição Federal.

1991 – Foi em 91 que o consórcio inclui um dos maiores sonhos dos brasileiros, a casa própria.

Atualmente – Totalmente consolidado, o sistema de consórcios atua com um catálogo diversificado de bens móveis, imóveis e serviços.

Glossário do consórcio

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Assim como em outras transações financeiras, existem alguns termos usados no consórcio que ainda são desconhecidos, mas são fundamentais para entender a modalidade:

  1. Administradora

É a empresa que organiza todas as etapas do consórcio, desde a contratação até a liberação da carta de crédito. A administradora também define as normas de funcionamento da modalidade e cuida da aplicação financeira dos valores recebidos.

  1. Taxa Administrativa

É um valor pago para a administradora gerenciar o grupo e todas as etapas do consórcio. Em geral, a taxa é dividida durante todo o período de contrato, ou seja, o valor total é diluído nas prestações.

  1. Carta de crédito

Ela corresponde ao valor escolhido no momento da contratação do consórcio. Ao invés do consorciado receber o dinheiro em conta, ele tem em mãos a carta de crédito.

Como a modalidade segue as regras do Banco Central, e este determina que obrigatoriamente é necessário ter uma transação de compra e venda, o dinheiro é depositado diretamente na conta da empresa ou indivíduo que está vendendo o bem.

  1. Assembléia

Todos os meses é realizada uma assembléia do consórcio. Nela, são definidos os participantes selecionados para as contemplações através de sorteio e lance.

  1. Sorteio

O sorteio para a definição das cotas contempladas é realizado com o uso de bolas numeradas ou por meio da loteria federal. O número sorteado indica qual é o contemplado do mês.

  1. Lance

Outro critério que é usado para definir as contemplações é o lance, que é um adiantamento das parcelas propostas pelos clientes interessados. Assim sendo, se contemplado, parte das parcelas do consorciado são quitadas.

Existem três tipos de lance:

Lance livre: quem oferecer o maior lance, pode ser o contemplado.

Lance Fixo: como o próprio nome já diz o valor que pode ser dado como lance é fixo, definido pela administradora. O desempate também é feito pelo sorteio, mas como o número de pessoas que ofertam lance é menor, as chances de ser escolhido aumentam.

Lance embutido: você dá parte do próprio crédito como lance, geralmente até 30% do valor do plano. Em geral esse tipo de lance funciona como uma boa estratégia quando combinado com outros tipos de lance. Veja esse post sobre como usar o lance embutido da melhor forma.

Como funciona um consórcio?

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Agora que você conhece os principais termos relacionados ao consórcio, fica mais fácil entender como ele funciona:

1º Passo – Adesão ao plano

Em contato com a administradora, você escolhe qual o plano de consórcio atende melhor os seus objetivos. É neste momento que é definido a duração do contrato, valor da carta de crédito e quantidade de parcelas. Depois disso, o consorciado recebe um número que vai ser a sua “identidade” durante as assembleias.

2º Passo – Pagamento das parcelas

O valor escolhido na adesão do plano é parcelado no prazo de pagamento definido no momento do contrato. Mensalmente, os consorciados pagam as suas prestações e formam o saldo de caixa para contemplar um ou mais integrantes do grupo naquele mês.

3º Passo – Assembléia

A primeira assembleia só é realizada quando a administradora reúne o número mínimo de adesões. Depois que a primeira for feita, estas reuniões acontecem mensalmente. Lembrando que existem duas formas do consorciado ser contemplado na assembleia: por meio de sorteio ou lance. E vale ressaltar que até o fim do contrato, todas as pessoas do grupo vão receber a carta de crédito.

4º Passo – Contemplação

Este é o momento mais esperado pelo consorciado. Afinal, é quando o contemplado tem o direito de usar a carta de crédito para realizar a sua aquisição.

5º Passo – Aquisição do bem

Com a carta de crédito em mãos, o consorciado pode escolher o bem ou serviço que deseja adquirir, dentro da categoria do seu grupo (automóvel, imóvel ou serviço). O crédito equivale a dinheiro à vista e por isso, o contemplado tem maior poder de negociação na hora da compra. Ou seja, ele compra o bem à vista e continua pagando à prazo.

6º Passo – Fim do plano

É quando o consorciado encerra os seus direitos e deveres com o grupo, ou seja, recebeu a carta de crédito e quitou todas as suas parcelas.

Benefícios do consórcio

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Você já tem bastante informação sobre o que é e como funciona o consórcio. Mas já conseguiu perceber os benefícios dessa modalidade? Saiba mais:

  1. Diversidade de planos

Além de poder escolher a finalidade da sua aquisição entre diversas opções, há também uma variedade de planos disponíveis. Assim, você pode escolher por aquele que mais condiz com o seu objetivo, tempo máximo para o recebimento da carta de crédito e situação financeira atual.

  1. Baixos custos

Como o consórcio não cobra taxa de juros, o valor da parcela é consideravelmente mais baixo do que a de outras modalidades de crédito, como o financiamento, por exemplo. A única quota recolhida é a de administração, que como já falamos, é a remuneração que a administradora recebe por gerenciar todas as etapas do consórcio. Portanto, o CET (Custo Efetivo Total) do consórcio é bem menor.

  1. Parcelamento integral

O valor do consórcio é dividido integralmente na quantidade de parcelas pré-estabelecidas no momento da adesão. Isso significa que não há necessidade de pagar uma entrada em dinheiro. Durante o período de contrato, o valor das prestações pode ser reajustado para manter o mesmo poder de compra para todos os participantes do grupo. Assim todos os integrantes do grupo ganham.

Vamos supor que você adquira uma carta de crédito para comprar um imóvel de R$ 100 mil. Daqui 2 anos, por exemplo, possivelmente um imóvel que antes valia os cem mil, estará valendo um pouco mais que isso. Como as parcelas do consórcio de imóvel reajustam de acordo com o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), você ainda conseguirá comprar uma propriedade do mesmo padrão.

O “pulo do gato” no reajuste

O que muitas pessoas não sabem é que, como o reajuste incide sobre o saldo devedor, o consorciado ganha mais do que só manter o poder de compra. Toda vez que o plano atualiza de acordo com a taxa determinada, o reajuste incide apenas sobre aquilo que falta pagar. Ou seja, se ele for contemplado no segundo ano do plano, ele irá tirar um valor maior, mas tendo pago o primeiro ano inteiro as parcelas equivalentes ao plano inicial, que era menor. Ficou confuso? Não se preocupe, voltaremos a falar disso com mais detalhes mais para o final do texto no tópico sobre “Como Investir com o Consórcio”.

  1. Flexibilidade no uso do crédito

Quando contemplado, o consorciado pode escolher por adquirir qualquer bem ou serviço que pertencem à categoria do seu grupo. Ou seja, vamos supor que você fez um consórcio para adquirir um imóvel. Quando receber a carta de crédito, você pode comprar uma propriedade comercial ou residencial, na cidade, no campo ou na praia, casa ou apartamento, enfim, tem total flexibilidade na escolha do bem. O que não pode é usar a carta de imóvel para comprar um veículo, como um carro ou uma moto, por exemplo.

  1. Poder de compra

A carta de crédito que o contemplado recebe equivale à compra de um bem ou serviço à vista. Sendo assim, o momento da aquisição, você tem um poder de negociação muito melhor, podendo conseguir benefícios e melhores preços.

  1. Ampliação de patrimônio pessoal, familiar ou empresarial

Como o consórcio é uma compra planejada e dentro de suas possibilidades, esta pode ser uma maneira mais simples de programar e ampliar os seus bens, de sua família e até mesmo de sua empresa.

Confira mais detalhes sobre como aumentar o patrimônio líquido e como usar o consórcio para investir na sua empresa.

  1. Menos burocracia

Ao contrário dos financiamentos bancários, no consórcio a burocracia é mínima. Como não há avalistas e nem a necessidade de comprovação de renda até a contemplação, esta modalidade deixa o processo muito mais simples, rápido e prático.

  1. Uso do FGTS

No caso de consórcio para imóveis, é possível usar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para ofertar um lance ou completar o valor do bem escolhido. Vale lembrar que se você não for contemplado utilizando o lance com FGTS, o dinheiro não se perde.

  1. Seguro prestamista para quitação da dívida

Se o proprietário do consórcio falecer durante o período de contrato, ou então sofrer com invalidez total ou permanente, o seguro prestamista quita a dívida. E caso este não tenha sido contemplado antes, os familiares recebem o crédito.

Acesse nosso site para conhecer mais sobre os benefícios do consórcio.

Principais regras

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Ficou interessado nas vantagens que o consórcio oferece? Então, fique por dentro das principais regras desta modalidade:

– A contemplação só pode ser realizada por meio de lance ou sorteio;

– A contemplação por lance só acontece depois que houver o sorteio, portanto, se você deu lance e for sorteado na mesma assembleia, o sorteio tem prioridade sobre o lance e você pode retirar o valor integral da carta;

– Após o processo de análise de crédito, a administradora tem até três dias úteis para colocar à disposição do contemplado a carta de crédito;

– Se você tiver uma única parcela atrasada, você perde o direto de participar da assembleia até voltar a ficar em dia com o pagamento das parcelas.

– A administradora precisa da autorização do Banco Central para funcionar;

– Você pode utilizar a carta de crédito para adquirir um bem novo ou usado;

– É possível antecipar o valor das parcelas;

– Você tem o direito de usar até 10% da sua carta de crédito para arcar com despesas relacionadas ao bem, como IPVA, IPTU, seguro e documentação do bem, baixa no gravame (em caso de veículos) e etc;

– Se ainda houver cotas disponíveis, você pode entrar em um grupo de consórcio que já começou.

– É contra a lei cobrar taxa de adesão ao adquirir um plano de consórcio. No entanto, o que a administradora pode cobrar no início, além da primeira parcela, é uma antecipação de recursos relativos à taxa de administração, com o objetivo de cobrir despesas imediatas relacionadas à venda de cotas do grupo e remuneração de representantes e corretores. No entanto, esse valor deve ser deduzido do valor total da taxa de administração durante o prazo de duração do plano.

Taxas cobradas pelo consórcio

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Antes de fechar o contrato para adquirir o seu bem ou serviço dos sonhos, é fundamental conhecer todas as taxas envolvidas no consórcio. Lembrando que as taxas cobradas irão depender de cada administradora, a única que realmente é comum a todas necessariamente é a taxa de administração:

– Taxa de Administração (TA): é a remuneração que a administradora recebe por gerenciar todas as etapas do consórcio. Esta taxa é uma porcentagem do valor contratado pelo consorciado, sendo dividida em todas as parcelas.

– Fundo Comum (FC): valor pago pelo consorciado para formar a poupança que será destinada à compra do bem ou serviço.

– Fundo de Reserva (FR): um fundo de proteção destinado a garantir o funcionamento do grupo em situações adversas, como inadimplência. A porcentagem da taxa varia de acordo com a administradora.

– Seguro: quando previsto em contrato, o consorciado está sujeito a pagar por uma taxa de seguro. Da mesma forma que outras quotas, a porcentagem dessa taxa varia de acordo com a administradora.

Como é calculada a prestação do consórcio?

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O valor total de um consórcio leva em conta quatro fatores: o fundo comum, fundo de reserva, seguro e taxa administrativa. Com o resultado da soma das taxas, o valor é dividido pela duração do contrato.

Importante!! Apesar dessa soma ser a mais comum, nem todas as administradoras cobram todas as taxas descritas acima. Por isso, preste bastante atenção em todos os valores e informações descritos no contrato. Se tiver alguma dúvida, não hesite em perguntar e contestar até que você não tenha nenhuma incerteza e consiga assinar o documento com clareza.

Por exemplo, você deseja contratar um consórcio de R$100 mil para imóvel com duração de 72 meses. Para descobrir a prestação paga, o cálculo seria o seguinte:

R$100 mil + porcentagem da TA + porcentagem do FR + porcentagem do seguro / 72

  • Valor do crédito somado as taxa cobradas (que variam de acordo com a administradora)
  • Tudo isso dividido pelo tempo do plano contratado.

 

Diferenças entre o consórcio e o financiamento

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Como essas duas modalidades são comumente usadas para adquirir um imóvel, muita gente se confunde e não conhece as diferenças entre o consórcio e o financiamento:

 

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Sem cobrança de taxa de juros. Ou seja, Custo Efetivo Total (CET) menor. 

Cobrança de taxas de juros. Portanto, Custo Efetivo Total (CET) maior.

Não há necessidade de valor de entrada. 

Precisa de um valor de entrada. Quanto maior ele for, menor a taxa de juros e o preço das parcelas.

Sem burocracia até contemplação. 

Análise de renda e outras questões burocráticas.

A compra do bem depende de quando você for contemplado. 

Assim que todo o processo for finalizado, já é possível adquirir o imóvel. Contudo, como o procedimento é bastante burocrático, ele também pode ser bem demorado.

 

Confira um comparativo completo das diferenças entre Consórcio e Financiamento e tire todas as suas dúvidas.

A maior vantagem do consórcio é a não incidência de juros, ou seja, é muito mais econômico que um financiamento. Veja uma tabela comparativa de valores:

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Observações:

1 Valor sujeito a reajuste de acordo com o índice de correção fixado no grupo de consórcio

2 Juros exceto os moratórios

3 Taxa média de juros para financiamento imobiliário

4 Sujeito a antecipação de taxa de administração

Formas de contemplação no consórcio

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Como já foi falado acima, existem duas formas de ser contemplado em um consórcio, por meio de sorteio ou lance. Em ambas, o consorciado deve estar em dia com as suas prestações.

  1. Sorteio

Assim que a adesão ao plano é realizada, o consorciado recebe uma cota numerada e durante as assembléias mensais, acontece o sorteio de um desses números. Quem for o sorteado do mês, recebe a carta de crédito para adquirir o bem. Até o fim do contrato todos os participantes do grupo serão contemplados, o sorteio só serve para definir a ordem do recebimento.

  1. Lance

A outra forma de ser contemplado é por meio do lance, que funciona como um adiantamento de parcelas. Se mais de um dos participantes fizer um lance na mesma assembléia, ele funciona como uma espécie de leilão em que quem oferece o maior valor, leva a carta de crédito.

O lance acontece depois dos sorteios e as ofertas precisam ser enviadas à administradora antes da assembléia começar. Informe a quantidade de parcelas que deseja antecipar ou então o percentual da carta de crédito a ser adiantado.

Quantidade de Contemplações

Por lei, a administradora sempre terá que entregar pelo menos uma contemplação por mês, realizada por meio de sorteio. Já as contemplações por lance podem variar de acordo com os recursos disponíveis do grupo. Ou seja, quanto maior o saldo do grupo, maior a quantidade de contemplações no mês.

Dúvidas Frequentes

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Como sabemos que mesmo trazendo tantas informações ainda é possível que tenham ficado algumas dúvidas, resolvemos responder aqui as mais frequentes:

  1. Que cuidados devo ter na hora de escolher uma administradora?

Todas as administradoras de consórcio devem ser autorizadas a operar pelo Banco Central. No próprio site da organização há uma lista com o nome de todas as empresas que possuem autorização.

Também é interessante procurar por mais informações da administradora na internet. Verifique sites de reclamações e as mídias sociais para saber como é a reputação do negócio.

Na A7 Consórcios, por exemplo, trabalhamos apenas com administradoras reconhecidas. Representamos Yamaha, Servopa e Rodobens Consórcios, todas com mais de 30 anos de mercado.

  1. O que acontece se eu desistir do consórcio?

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, qualquer pessoa pode desistir de um contrato no prazo de sete dias a contar do momento em que assinou o documento.

Passado este período, o consorciado deve manifestar, por escrito, a sua decisão de não permanecer mais no grupo. As condições para a restituição dos valores já pagos pelo antigo participantes devem estar previstas no contrato de adesão.

  1. Posso comprar um bem de valor diferente daquele que está descrito em meu contrato?

Sim, contanto que ele respeite o segmento escolhido (automóvel, imóvel ou serviço). Para adquirir um bem com valor maior, basta você pagar a diferença do preço.

  1. E se eu escolher um bem com valor menor, eu perco o dinheiro?

Não. No caso de você escolher um bem com um valor menor, o restante do crédito pode ser usado para adquirir outra posse (respeitando o segmento contratado), para pagar gastos relacionados à aquisição do bem ou ainda para liquidar as parcelas restantes.

  1. Eu posso transferir a minha cota do consórcio para outro?

Sim, você pode solicitar a transferência diretamente com a administradora. Vale ressaltar que a instituição precisa aprovar o novo consorciado. Todas as condições deste processo estão descritas no contrato de adesão.

> Confira em detalhes sobre como funciona a transferência do consórcio.

Como investir com o consórcio:

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Antes de qualquer coisa é muito importante entender que o Consórcio não é de fato um investimento. Mas sim, com toda certeza ele pode ser uma excelente ferramenta de “alavanca” para levantar recursos e obter bons lucros. Antes de falar sobre isso, porém, vamos retomar o assunto sobre o reajuste:

SOBRE O REAJUSTE DO CONSÓRCIO

Como dito anteriormente, vamos aprofundar um pouco mais sobre o reajuste para você entender como usar de maneira adequada de acordo com as suas necessidades e objetivos. Muitas pessoas usam o consórcio como uma forma para investir por este trazer algumas vantagens para quem contrata. Entre elas, o reajuste:

O que é?

O reajuste é quando o valor do plano é reajustado segundo um índice para manter o poder de compra para todos os consorciados. No caso de imóveis, por exemplo, o reajuste acontece segundo o INCC (Índice Nacional de Custos da Construção). Já automóveis segue a tabela FIPE do veículo do plano contratado.

Para que serve?

Como falado acima, o reajuste serve para manter o mesmo poder de compra para todos os participantes do grupo. Por exemplo, imagine que você tenha contratado no ano passado uma carta de crédito para comprar um imóvel de cem mil reais e acabou de ser contemplado por sorteio! No entanto, o imóvel que você queria e que antes estava valendo 100 mil valorizou (afinal, você sabe escolher muito bem os seus investimentos) e agora está valendo 105 mil.

Mesmo a diferença sendo pequena, e mesmo que você tenha esse valor para pagar a diferença, seria muita injustiça se for comparar com o outro integrante do grupo que foi contemplado já no primeiro mês, pôde comprar exatamente o imóvel que queria e no preço de cem mil reais. Por essa razão que o plano de consórcio é reajustado segundo as taxas do mercado. Assim todos os participantes conseguem comprar um imóvel de mesmo padrão, independente do momento em que forem contemplados.

Quando acontece o reajuste?

O reajuste acontece uma vez por ano, geralmente após o aniversário do plano. O mês exato vai variar de administradora para administradora.

Como isso afeta as parcelas e o que eu ganho com isso?

Como esse valor é diluído nos meses do plano, o valor da parcela muda muito pouco. Vamos usar o mesmo exemplo do imóvel de 100 mil, com 180 meses. Considere a média do INCC do último ano que foi em torno de 5%.  As parcelas no valor de R$ 735,00 passariam a ser aproximadamente R$ 772,00, ou seja, R$ 37,00 de diferença (R$ 444,00 a mais no ano). Só que o plano que antes valia 100 mil, agora vale 105 mil (ou seja, 5 mil reais a mais).

Assim, contemplado, você tira agora 105 mil reais, sendo que passou o primeiro ano inteiro pagando o equivalente a uma carta menor, de 100 mil reais. Tira mais pagando menos.

Além disso, como o reajuste é sobre o saldo devedor, o valor do plano vai aumentando, mas a diferença da parcela fica cada vez menor.

Entendeu porque tanta gente enxerga vantagem no consórcio? Esse conceito é muito importante para entender as definições a seguir:

CONSÓRCIO COMO POUPANÇA PROGRAMADA

Muito se fala sobre o Consórcio funcionar como uma “poupança programa”, mas o que isso realmente quer dizer?

No Consórcio você tem o mesmo comportamento de uma poupança: todo mês você investe um determinado valor com o objetivo de acumular capital suficiente para adquirir um bem. Daí você deve questionar: “ah, mas o consórcio tem a taxa de administração. Então vale muito mais a pena eu guardar o dinheiro em uma poupança do que contratar um plano de Consórcio”. Aí que está: não necessariamente. Isto vai depender do seu perfil e objetivos. E eu vou te explicar por que:

1 – Descapitalização e custo de oportunidade: custo de oportunidade é o nome que se dá ao dinheiro que você “deixa de ganhar” ao não aplicá-lo em algum investimento. Ou seja, quando você acumula um determinado capital e usa-o para comprar um bem ao invés de aplicá-lo, você perde (deixa de ganhar) todos os rendimentos que aquele valor poderia te trazer.

Além disso, você também se descapitaliza: como você usou esse dinheiro para comprar um bem, obviamente não terá mais aquele valor guardado para eventuais emergências ou mesmo para poder usar em outras coisas.

Já com o Consórcio você mantém os investimentos rendendo, sem ter que resgatar o dinheiro guardado e sem ter que abrir mão do valor gerado.

2 – Você tem a chance de adquirir o bem antes: se você for juntar o dinheiro, você só poderá adquirir o bem a partir do momento que acumular o capital necessário para comprá-lo. Com o consórcio você tem a chance de usufruí-lo antes disso, ou mesmo usá-lo para ganhar mais dinheiro: comprar um imóvel e lucrar com a locação, investir na renovação ou aumento da sua frota e aumentar a receita bruta da empresa, investir na compra de um escritório e diminuir os custos fixos deixando de gastar com aluguel e por aí vai.

3 – Reforço positivo: muitas pessoas têm dificuldade de acumular riqueza, mesmo aquelas que possuem uma boa dose de disciplina. Isso porque quando falamos de objetivos de longo prazo, é muito fácil se perder pelo caminho. Cair na tentação de usar o dinheiro antes ou não ser tão rígido e constante no hábito de poupar pode fazer você perder mais dinheiro do que pensa.

O New York Times publicou uma matéria de um estudo realizado em Harvard sobre o comportamento que algumas pessoas têm de guardar melhor o dinheiro quando possuem um compromisso real para isso. A pesquisa mostrava que, de uma maneira geral, pessoas que contratavam um serviço de hipoteca – um tipo de crédito imobiliário dos EUA – conseguiam acumular mais riquezas do que aquelas que tentavam fazer economias forçadas por si mesmas ao longo do tempo.

Ou seja, a motivação da poupança antecipada, com um objetivo bem estabelecido, um prazo definido e um compromisso claro de pagamento mensal, fazia com que essas pessoas conseguissem se organizar melhor e com mais determinação que aquelas que faziam por conta própria.

E se eu não quiser comprar nada?

Se você só está interessado em juntar dinheiro por outro motivo que não a compra de um bem, saiba que muitas administradoras possibilitam a retirada do valor em conta a partir de 80% da quitação do plano. Ou seja, assim como em um investimento, você pode “resgatar” o dinheiro no final do consórcio.

Essa opção pode funcionar muito bem como um reforço da aposentadoria. Por isso, muitas pessoas usam o consórcio quase como uma “previdência privada”, uma vez que esse muitas vezes apresenta taxas e rendimentos melhores que a previdência.

Aproveitando os rendimentos da administradora

Outra vantagem de usar o Consórcio como uma poupança programada, é a possibilidade de deixar o crédito rendendo na administradora após a contemplação. Você pode questionar “qual a vantagem de eu deixar na administradora ao invés de usar o crédito?”.

Quem conhece um pouco mais sobre investimentos sabe que quanto maior o valor aplicado, maior a rentabilidade. Ou seja, quanto mais dinheiro você coloca em uma aplicação melhores são os percentuais de retorno que o banco ou financeira te oferece.

A administradora do Consórcio também faz aplicações, mas consegue taxas melhores pois não aplica apenas o seu, mas sim o saldo de todos os grupos que administra. Ao invés de investir apenas os 100 mil da sua carta, por exemplo, ela investe milhões de reais. É claro que a rentabilidade e o quanto disso vai ser repassado para você vai depender da administradora que você contratou o Consórcio. Por isso sempre se informe sobre as taxas e como funcionam todas essas questões antes de contratar um plano. O mais importante é sempre fazer as contas e comparar as possibilidades para ver qual a melhor oferta.

INVESTINDO NO MERCADO IMOBILIÁRIO

Já falamos bastante em outros artigos sobre como investir no mercado imobiliário. Então aqui vamos focar em como o Consórcio pode ser a alavanca necessária para você investir em imóveis e porque você sai ganhando com isso.

Imagine que você está em uma loja para comprar uma máquina de lavar. A vendedora diz que você tem duas opções: parcelar em até 12 vezes sem juros ou pagar à vista com 15% de desconto. Não seria maravilhoso se você pudesse parcelar e ainda ganhar aqueles 15% de desconto? É justamente isso que o Consórcio proporciona: você paga parcelado, pois ao contratar o plano você já sabe exatamente quanto tempo ele irá durar. E quando contemplado pode negociar o preço do bem como se estivesse pagando à vista.

Além disso, como o consórcio funciona como uma poupança programada, você economiza muito. Para ficar mais claro o quanto, considere o financiamento:

O financiamento funciona como um modelo de empréstimo: quando aprovado, você empresta o dinheiro do banco e para isso precisa pagar taxas e juros. Essa dívida existe até a quitação total e, no final das contas, é como se você tivesse comprado várias vezes o bem (já que o valor final é muito maior que o valor do bem em si).

Ou seja, na verdade quando você faz um financiamento, é como se você estivesse “comprando” o dinheiro. E comprar dinheiro custa caro.

Como com o consórcio você não sai com o bem logo de cara – você primeiro precisa ser contemplado – é como se você estivesse guardando todo mês o seu dinheiro para poder comprar o bem. Com a grande vantagem de ter a possibilidade de comprar o imóvel antes. Afinal, se você fizesse uma poupança de fato, só poderia adquirir o bem quando tivesse acumulado o montante equivalente ao preço do imóvel.

É claro que no Consórcio também tem a cobrança de taxas administrativas, mas a grande diferença é que não há incidência de juros. Ou seja, você paga para administrarem bem o seu dinheiro e o grupo, e não pelo dinheiro em si.

E lembrando, mais uma vez, que você não se descapitaliza. Você mantém seus investimentos rendendo e pode ainda locar o imóvel comprado e usar o dinheiro do aluguel para pagar as parcelas restantes. Bem mais interessante do que se fosse esperar para juntar o capital, concorda?

VENDA DE CARTA CONTEMPLADA

Outra possibilidade de lucrar com o consórcio é através da venda da carta contemplada. Imagine a seguinte situação: você fez um plano de cem mil, com “parcelas light”/“meia parcela” de R$ 350,00, e já pagou 10 meses, ou seja, R$ 3.500,00. Você dá então um lance de 30 mil e é contemplado (lembrando que o lance é um adiantamento das parcelas, ou seja, ou irá descontar do número de meses que resta pagar ou vai reduzir o valor das parcelas restantes).

Se você resolver que quer vender a carta por 60 mil, o lucro é de R$ 26.500,00. A partir daí você precisa fazer a transferência do consórcio (a administradora pode cobrar taxas de transferência) e o comprador assume toda a responsabilidade do plano, ou seja, continua pagando as parcelas até a quitação.

Como a aprovação do financiamento está cada vez mais difícil e o valor de entrada muito maior, a procura por cartas contempladas por quem está com pressa e é mais imediatista têm crescido muito. É uma ótima oportunidade de fazer negócio!

O consórcio é uma das melhores opções para quem deseja aumentar o seu patrimônio por meio de uma compra econômica e planejada. No guia de hoje, foram apresentados todas as informações sobre essa modalidade. Você ainda ficou com alguma dúvida? Então, deixe o seu comentário ou entre em contato que nós iremos lhe ajudar.

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